quinta-feira, 11 de março de 2010

Cachaça Cinema Clube ou Cine Clube... Não lembro...


Ainda perambulando pelo Rio em minhas férias, ontem fui com Kíkero para o Cachaça Cinema Clube, ou Cine Clube, não me lembro bem, lá no Cine Odeon, para uma sessão de curtas de ficção. Fiquei tão emocionada por poder assistir um filme de 1903, o qual não me lembro o nome, mas foi bonito rs. O povo querendo sair da França para o pólo norte rs. Bem, Começamos pelo fim. Este foi o último filme. Na verdade, não me lembro o nome de nenhum dos filmes que assisti, exceto Recife frio, que é muito bom. No primeiro, eu virei pra Kíkero e disse que eu também podia fazer um filme. Eu não entendi foi nada. E se fosse pra se vestir ridiculamente, eu conhecia muita gente que topava rs. O filme tinha umas roupas e maquiagens que me fizeram lembrar de um programa que assistia em minha infância, Glub Glub, e que eu adorava... Geralmente nestes filmes eu saio me achando uma desentendida total de cinema. Será que pra ser um grande cineasta tem que fazer realmente filmes que ninguém entenda nada? Eu discordo. Mas enfim...
No segundo filme, continuei sem entender muita coisa. Coisas sem nexo iam passando na tela. Bem, sem nexo pra mim. Quer dizer, minto eu, este tinha nexo. Mas pra mim ficou chato. Era um monte de flashno escuro ou no claro e quando o flash disparava, o filme parava, meio que para eternizar o momento. Legal foi a participação da plateia, que começou a tirar fotos também. O terceiro filme falava sobre uma invãsão de aliens na terra. Gostei porque passou a minha terra e tocou um frevo, Passo de Anjo, da Spok Frevo Orquestra.


Mas o melhor da noite pra mim foi Recife frio. Foi meio estranho ver a minha cidade de outro lugar. Entender piadas que ninguém entendia, como quando passou a prefeitura e tava escrito "A grande obra é aquecer as pessoas", slogan de tio João Paulo. Se fosse hoje, com certeza seria "Nossa cidade é a gente que aquece" rs. Bem, vamos ao enredo. O filme fala de uma frente fria que chega em Recife e faz o clima da cidade cair para 10°C. Imagine... Recife com 10°C. Só na ficçãoeficção das boas, já que o calor lá tá infernal. Foi bom rever aminha terra. Só faz uma semana que estou aqui, mas já estou com saudades. O filme tem os cartões postais mais bonitos da cidade, repentes, maracatus e termina com Lia cantando uma ciranda na beira da praia, que é quando o sol começa a voltar. A força da música? Bem, vale a pena ser visto por quem ama Recife como eu, ou por quem admira um bom filme, pois ele é muito bom. Foi o mais aplaudido da noite. E no fim, aparece a Ponte Duarte Coelho e adjacências tomadas de neve. Muito bonita a fotografia.
Após a exibição dos filmes, há a distribuição de cachaça. Eu nunca tinha tomado, mas Kíkero ia beber e como eu gosto de experimentar coisas novas, resolvi beber. Nossa! Quando bebi, parecia que eu tava pegando fogo por dentro. Me deu fome na hora.Fui na hora comer um cachorro quente. Precisava experimentar pra saber como era. Não gosto de dizer que não gosto só por dizer, tenho que experimentar. Garanto uma coisa, acho que nunca mais tomo outra. Digo acho porque também não gosto de fechar as possibilidades. Pra mim, nada é impossível, só o impossível. Quando peguei o cachorro, o ônibus tava parado no sinal, saímos correndo para pegá-lo. Fomos para casa rindo de minhas aventuras alcóolicas.Mas o pior de tudo não foi isso, o pior é que quando cheguei na metade da ladeira que vai para a casa deKíkero, me deu uma dor de barriga enooorme. Daquelas que te congelam na rua. Acho que este é mais um motivo pra nunca mais eu tomar cachaça novamente.... Ou posso estar sendo injusta e ter sido simplesmente o cachorro quente...

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