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sexta-feira, 19 de abril de 2013

A viagem de Chihiro.

Ontem assisti com Kíkero "A viagem de Chihiro". O filme é muito bom e diferente dos padrões Disney de animação. As personagens são engraçadas e vale muito a pena ser assistido. Chihiro está mudando de cidade com os pais, que se perdem procurando a casa nova, eles vão parar num lugar meio deserto, com uma estátua meio sinistra de um sapo. Os pais de Chihiro insistem num passeio pelo lugar, mas o que eles não sabem é que o lugar é mais do que aparenta ser. Seus pais estão famintos e decidem comer a comida que está numa barraquinha, enquanto ela resolve explorar o local, quando retorna, se espanta ao ver que seus pais estão transformados em porcos. Desesperada, conta com a ajuda de Haku, para manter-se no lugar em que humanos não são bem vindos. E a partir daí a viagem de Chihiro começa e ela terá de aprender a ser menos desajeitada (a minha cara rs) e a trabalhar para poder voltar pra casa e recuperar os seus pais. Excelente!!!

domingo, 17 de março de 2013

O Senhor dos aneis - O retorno do Rei.

O último capítulo da trilogia a fecha com chave de ouro. Me lembro que quando assisti no São Luiz (sempre achei muito divertido assistir filmes lá, pelo menos antigamente era...), as pessoas gritavam e aplaudiam a cada vez que acontecia algo de ruim com alguém do mal. No fim das contas, o filme e o livro falam sobre amor, amizade e coragem. Afinal, para amar e ser amigo, é preciso coragem, certo? Arwen (Liv Tyler) abre a mão de sua imortalidade pelo amor que tem por Aragorn (Viggo Mortensen). Quem diz que Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Austin) são gays porque realmente amam um ao outro e se preocuoam, não sabe o que é ter um amigo ou amiga de verdade. Acho a amizade dos dois linda. Vemos a coragem de Éowyn (Miranda Otto) ao ir para a guerra e buscar o seu lugar no mundo. Gimli (John Rhys-Davies) e Legolas (Orlando Bloom) colocam as diferenças entre os seus povos de lado e iniciam uma verdadeira amizade. As batalhas deste filme são magníficas. Muita coisa do livro é cortada, embora eu ache que apareça na versão estendida (que assistirei em breve), mas o filme não deixa em nada a desejar. Mesmo que alguém um dia queira fazer uma refilmagem, acho que será difícil chegar ao nível do original, que pra mim é um dos melhores filmes da história do cinema. Os efeitos visuais são maravilhosos. Achei muito justa a aparição do Sméagol (Andy Serkis) no começo do filme. Acho que foi uma justa homenagem ao ator que trabalhou duro para dar vida a Gollum e é reponsável pela voz que dá vida à fala mais famosa do filme: "My precious". Juntamente com Titanic e Ben-Hur, é o maior ganhador de Oscars até hoje, 11. Ganhou os de melhor filme, diretor, roteiro adaptado, efeitos visuais, direção de arte, edição, figurino, maquiagem, mixagem de som, trilha sonora e canção original. Maravilhoso!!!

O Senhor dos aneis - As duas torres.

A uns domingos atrás tive o prazer de re-assistir As duas torres e O retorno do Rei. Eu amo os dois filmes. Acho-os muito bons. E embora tenha algumas coisas diferentes do livro, acho no cinema funcionaram muito bem. Nesse filme, Gollum (Andy Serkis) tem mais destaque. Em muitas cenas, vemos a batalha interna entre o Gollum e o Sméagol, ou entre o Um anel, enfim... entre a parte boa que resta e entre o mal que se apossou. Somos levados a um novo lugar, Rohan, a terra dos cavaleiros, lá vemos o Rei Théoden (Bernard Hill, que faz o capitão em Titanic), meio possuído pelas ideias que Gríma (Brad Dourif, que faz Chuck, o brinquedo assassino) coloca em sua mente, a mando de Saruman (Christopher Lee). Aparece Éowyn (Miranda Otto), uma concorrente para Arwen (Liv Tyler), que embora não apareça no segundo livro, no filme aparece em algumas poucas cenas. A batalha no abismo de Helm é muito boa. Os ents são fofos e Bárbarvore então... Quem faz a voz dele é o John Rhys-Davies, que faz o Gimli. Acho muito bom quando os ents se revoltam e abrem a represa. Gandalf (Ian McKellen) vira um mago branco. Enquanto isso, Gimli, Legolas (Orlando Bloom) e Aragorn (Viggo Mortensen), continuam procurando Pippin e Merry, seus companheiros de jornada. Esse filme ganhou dois Oscars, o de melhores efeitos visuais e edição de som. Vale a pena assistir, nem que seja por curiosidade...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Senhor dos aneis: A sociedade do anel.

Hoje à tarde assisti a primeira d'O Senhor dos Aneis. Eu adoro os três. Já os assisti não sei quantas vezes. A terceira parte mesmo só no cinema eu assisti duas vezes. Aliás, pensando bem, acho que assisti no cinema duas vezes todos, pois ia uma vez com Zucka e uma vez com mainha rs. Bem, os filmes são ótimos, mas os livros são MARAVILHOSOS. Mas voltemos ao filme, se não eu divago demais e perco o foco. Nesse primeiro filme, descobre-se que o Um Anel está com Bilbo Bolseiro (Ian Holm). Nesse anel há uma inscrição: Um anel para a todos governar, um anel para encontrá-los, um anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los. Bem, Frodo (Elijah Wood) recebe o anel de presente de seu tio, mas nem imagina o problema que está ganhando, pois Sauron despertou e quer o seu anel de volta e para isso contará com a ajuda dos Nazgul, os nove reis que venderam a sua alma em troca dos aneis. Não vou contar o filme todo... Se bem que muita gente já assistiu.... Chegando em Valfenda a Sociedade do Anel é formada: Gandalf (Ian McKellen), Legolas (Orlando Bloom), Aragorn (Viggo Mortensen), Boromir (Sean Bean), Frodo (Elijah Wood), Sam (Sean Austin), Merry (Dominic Monaghan), Pippin (Billy Boyd) e Gimli (John Rhys-Davies), que farão de tudo para que o anel chegue em segurança até Mordor, para ser destruído. Mas terão muitos perigos a enfrentar pelo meio do caminho, entre eles, Boromir, que está sucumbindo ao poder do Um Anel. A trilha sonora do filme é MARAVILHOSA, os efeitos visuais, os figurinos. Nem parece que são quase 10 anos desde que ele estreou no cinema. Muito bom!!! Ganhou 04 Oscars: Fotografia, Efeitos Visuais, Maquiagem e Trilha Sonora Original. Vale a pena ser assistido por amantes da obra de Tolkien e por amantes da Sétima Arte.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pequena Miss Sunshine

Hoje eu assisti Pequena Miss Sunshine. Edson vive falando desse filme. Diz que é ótimo. E realmente é. Eu amei o filme. A família do filme lembra a minha rs. Não é uma família muito ajustada, mas os laços que nos unem são mais fortes que quaisquer desajustamentos rs. Bem, talvez a do filme sejam mais desajustada que a minha rs. Bem, vamos lá, Os hoover são compostos por: Richard (Greg Kinnear), o pai, uma espécie de guru com os seus oito (ou são nove?) passos para não se tornar um derrotado. Cobra da sua filha e de todo mundo para não serem derrotados, ele mesmo já quase sendo um. O mundo pra ele é dividido entre os fracassados e os derrotados. Ô divisão triste viu... Sheryl (Toni Collette) é a mãe, é a favor da honestidade com seus filhos, tenta uma plena interação entre a família (muitas vezes sem sucesso) e fuma escondido. Frank (Steve Carell) é irmão de Sheryl. O maior estudioso de Proust nos Estados Unidos. Tentou se matar quando soube que o aluno pelo qual estava apaixonado o trocou por outro e que esse outro ganhou uma espécie de Bolsa Gênio. Ganha a confiança de seu sobrinho, Dwayne (Paul Dano), que lê Nietzsche, faz exercícios e fez um voto de silêncio até conseguir o seu objetivo, que é ser piloto de testes. No meio do filme, descobre que não poderá realizá-lo, pois é daltônico. Tem o avô (Alan Arkin), pai de Richard, que saiu do asilo por ter um comportamento um tanto quanto descomportamentado rs e ser viciado em heroína. E, por fim, temos Olive (Abigail Breslin), que tem 07 anos e é aspirante a Little Miss Sunshine. Está no meio das confusões da família. E é uma fofa!!! Pra mim, as personagens mais ajustadas do filme são os desajustados à primeira vista: Frank, Dwayne e o avô. Eles mantêm o equilíbrio que o Richard teima em roubar com as suas cobranças para as pessoas da família não serem fracassadas. Olive é convidada para participar do concurso Little Miss Sunshine na Califórnia. A família toda viaja numa kombi que já tá pedindo outra. E essa viagem serve para eles verem que mesmo todos tendo muitas diferenças, são uma família e isso os une. Me acabei de rir com a dança da Olive no concurso rs. Muito bom!!! Recomendo.

domingo, 17 de julho de 2011

Grease - Nos tempos da brilhantina.


Acabei de assistir Grease. Adoro esse filme desde pirralha. E as músicas também. Até hoje aqui em casa tem um compacto (um vinil em tamanho reduzido) com músicas do filme. E eu tenho o dvd e o cd. Eu simplesmente adoooro a trilha sonora deste filme. O filme é 1978, mas conta uma história dos anos 1950...
Bem, vamos à trama. Danny Zukko (John Travolta) conhece Sandy Olson (Olivia Newton - John) na praia durante as férias de verão, mas o verão acaba e os dois têm que se separar porque Sandy tem que voltar à Austrália, que também é a terra original de Olivia, mas por ironia do destino, Sandy vai estudar na mesma escola que Danny, mas na Rydell High ele tem que manter a sua fama de mal (parece que homens sempre têm que manter a sua fama de mal rs) e não é mais tão amável quanto na praia, então Sandy, que não é tão boba quanto parece rs, começa a sair com um carinha sarado e Danny morre de ciúmes e resolve entrar num treinamento físico para impressioná-la. tudo vai bem, até que ele a abandona no baile da escola (e ninguém venha me dizer que ele não abandonou, porque ele podia ter ido atrás dela) para dançar com Cha Cha. Por outro lado, Sandy é a própria virgindade encarnada rs. Toda pura, toda casta... Quando eu era mais nova, a minha personagem favorita era ela, mas hoje em dia é a Rizzo (Stockard Channing), com certeza... Ela, sim, sabe como aproveitar a vida... rs. Na música que ela canta, quando pensa que está grávida de Kenickie (Jeff Conaway), tem uma parte que pra mim sintetiza bem o espírito da moça: "Podia ficar em casa todas as noites esperando o príncipe encantado, tomar duchas frias e desperdiçar minha vida num sonho impossível". Gosto da mudança de Sandy no final... Ela perde o ar menininha e ganha ares de mulher... E Rizzo termina com Kenickie... E todos são felizes paara sempre...
As canções do filme são maravilhosas. As coreografias, também. Eu acho que ele retrata bem a década de 1950: o jeito de vestir-se, o comportamento, os rachas, as gangues, a liberação feminina... tudo isso e muito mais tem no filme. Pra quem gosta de musicais, bons musicais, como eu, são 110 minutos de uma boa distração...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os homens preferem as loiras.

Quando eu assisti à abertura de Os homens preferem as loiras, pensei duas coisas: A Jane Russel era linda!!! (era, porque ela faleceu em fevereiro, senão me engano) e são mulheres de verdade ( a outra é a Marylin Monroe),com curvas, e não estes gravetos que se vêm por aí hoje em dia e que muita mulher doida tenta imitar... Mas vamos ao filme... Russel e Monroe, interpretam duas amigas, Dorothy e Lorelei respectivamente, que cantam numa espécie de cabaré, boate ou alguma coisa do gênero. Enquanto Dorothy é pé no chão e prática, Lorelei sonha em encontrar o príncipe encantado rico. O filme tem vários números musicais. As duas atrizes cantam muito bem!!! Marylin cantando "Diamonds are a girl's best friends" -
"Um beijo pode ser grandioso mas não pagará o aluguel do nosso humilde apartamento, nem o ajudará com as refeições. Os homens se tornam frios ao passo que as garotas envelhecem e todos nós perdemos nosso charme no fim das contas. Mas quadradas ou como pêras recortadas, essas pedras não perdem a forma. Os diamantes são os melhores amigos de uma garota" - é sem dúvida o número musical mais famoso do filme. E já foi imitado por muita gente. Que eu me lembre a Madonna imita no clipe de "Material Girl" e a Nicole Kidman numa cena de Moulin Rouge. A cena em que Jane Russel imita a Marylin no tribunal é hilária!!! Um bom filme pra quem gosta dos clássicos do cinema, como eu.

Quanto mais quente melhor.

Eu já falei aqui sobre Quanto mais quente melhor no ano passado, quando assisti o filme lá no São Luiz.  Mas como está em 1001 filmes para ver antes de morrer, falarei de novo. Eu vim descobri depois que o filme é considerado a melhor comédia de todos os tempos. A melhor eu não sei, teria que ter maior tempo para analisar o fato. Mas uma das melhores, com certeza... O Jack Lemmon vestido como Daphne é engraçadíssimo. As suas caras e bocas são impagáveis. O Tony Curtis vestido de mulher, não sei porque, me lembra o Ian Somerhalder rs. E tem a Marylin Monroe, com a sua voz lindíssima....
O filme tem ótimas interpretações. Mas pra mim a do Jack Lemmon é a melhor. Ele se sente tão à vontade vestido de mulher... A cena dele dançando tango com o Osgood é muito engraçada!!! E o fim, o fim é totalmente inesperado... Eu ri muito quando assisti pela primeira vez. Pra quem é fã de cinema, é uma boa pedida. E pra quem quer comprar, eu comprei o meu dvd a R$12, 99 lá na Americanas. Acho que esse é um filme que vale a pena ter o original.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Edward, mãos de tesoura.

Acabei de assistir a Edward, mãos de tesoura. Acredita que eu nunca tinha assistido? Eu sei que ele já passou zilhões de vezes na Sessão da Tarde, mas mesmo assim... nunca. Já tinha visto só o comecinho. E me lembrava que a mulher do filme vendia AVON. Depois de assistir ao filme, fiquei com uma certeza: Johnny Depp é como o vinho... o tempo só fez bem a ele. Quanto mais velho, mais gostoso...
Edward é criado por um inventor. E no dia que ele vai ganhar as mãos, por ironia do destino, o cara morre e ele fica com a tesoura no lugar das mãos. Quando recebe a visita de Peg, a tal vendedora da AVON, ela se compadece dele (não arranjei uma palavra melhor para o ocorrido) e o leva para a sua casa. No começo, ele faz a alegria de vizinhos e da família. Faz desenhos nas plantas (não sei como é o nome disso), tosa cachorros, corta cabelos, mas quando ele se apaixona por Kim (Winona Ryder), a filha de Peg, é colocado numa enrascada, por causa do namorado da garota, Jim. Aí os vizinhos, que antes viam Edward com bons olhos, começam a olhá-lo de modo diferente, quase culpando-o por ele ser diferente... como se as pessoas fossem diferentes porque quisessem. Aliás, que bom que as pessoas são diferentes. Imagina se fôssemos todos iguais... o mundo seria uma chatice.Talvez Tim Burton tenha querido mostrar que nem sempre os diferentes são bem aceitos pela sociedade. Que ser diferente é difícil, principalmente num mundo onde as pessoas querem ser cada vez mais iguais.
Eu gostei do figurino do filme, com peças coloridas, exceto a de Edward, que é sempre em preto-e-branco, talvez para expressar a tristeza e a angústia de seu personagem, que quer ser igual aos outros, mas tornar-se igual está fora de suas mãos. Gosto dos filmes de Tim Burton porque eles têm uma áurea meio sombria. Embora a vila de casas seja colorida, o castelo onde Edward mora dá o tom sombrio tão característico às obras de Burton. A maquiagem de Winona para ela transformar-se em velha é muito boa. E a trilha sonora também. Afinal de contas, o filme pode ser "tudibão", mas se não tiver uma boa trilha sonora.... é como tomar sorvete sem calda...
Adorei!!!

Independence Day.

Ontem à tarde eu estava trocando de canal na tv a cabo, procurando uma coisinha que prestasse e me deparei com Independence Day. Tava começando. Me lembrei que ele estava em 1001 filmes para ver antes de morrer e fui assistir. Foi uma coisa meio família, já que assistimos eu  e meu tio.
A história é que seres extraterrestres querem invadir e dominar a terra. E é claro que os EUA, que na maioria das vezes se acham os donos do mundo, precisam tomar a dianteira da coisa. Aliás, o filme é de um patriotismo americano que não tá no gibi... O astro do filme são os efeitos especiais. Que são muito bons. Nem todo filme de hoje em dia tem os efeitos tão bons quanto os de Independence Day. Principalmente nas horas de destruição. Neste filme, podemos ver símbolos americanos, como a Casa Branca e o Empire State (acho que é este o prédio) indo abaixo. Em algumas partes, lembra o 11 de setembro de 2001. As partes mais engraçadas ficam por conta do Will Smith. A cena em que o ET está peseguindo ele pelo deserto lembra o episódio I de Star Wars, quando Anakin (acho que é Anakin... ou será Qui Gon?) é perseguido também. Pra quem gosta de rir e de efeitos especiais, o filme é um prato cheio.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Corra Lola Corra.

Acabei de assistir a Corra Lola corra. Adorei!!! A história do filme é que o namorado de Lola, Manni, precisa entregar 100 mil marcos a Ronnie, um cara mafioso, gângster ou algo do gênero. Só que ele esquece a sacola com o dinheiro no metrô. Liga para Lola desesperado para que ela possa ajudá-lo. A partir daí, ela sai correndo pelas ruas da cidade para ajudá-lo. O detalhe é que tudo tem que ser resolvido em 20 minutos. O ritmo do filme é bem legal. A trilha sonora também é muito boa. Dá o tom certo nos momentos de tensão. Às vezes me lembrou os filmes de Quentin Tarantino. O diretor usa desenhos e imagens e preto-e-branco para incrementar a história. Como Almodóvar, este diretor também gosta muito do vermelho. Esta cor está presente não só nos cabelos da protagonista, a atriz Franka Potente, como em vários objetos durante as cenas do dilme: carros, ambulâncias, roupas, lixeiros, o telefone, o saco que Manni joga pra cima. O filme tem três versões para uma mesma história. Com finais alternativos. Você escolhe o seu final. Um filme que sai do lugar-comum. Gostei. Vale a pena assistir numa noite de sábado...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Harry e Sally, feitos um para o outro.

Ontem eu estava assistindo a tv a cabo e quando coloquei no A&E estava começando Harry e Sally, feitos um para o outro, com a Meg Ryan e o Billy Cristal. No começo do filme Harry lembra muito o protagonista de Tudo pode dar certo, do Woody Allen. Ele é meio uma mistura de Seu Lunga com um sujeito sem um mínimo de otimismo na vida. Ele se descrevia como um realista. Ele namorava a melhor amiga de Sally na época, Amanda. Sally não foi nem um pingo com a cara dele, que tinha a teoria de que homens e mulheres não podiam ser amigos porque o sexo falava mais alto. Eles viajam juntos de Chicago a Nova York. Lá se separam e encontram-se 05 anos depois em um aeroporto, pois Harry conhece o cara com quem Sally está. Os dois vão conversando no avião, a contragosto de Sally... Depois de mais 05 anos voltam a se encontrar quando Harry levou um pé na bunda da esposa. A partir daí os dois viram melhores amigos e o fim você já sabe né?
Um dos pontos altos do filme são os casais contando como se conheceram e falando sobre os seus relacionamentos. Algumas cenas são bastante engraçadas, como quando os dois estão numa lanchonete e a Sally imita um orgasmo e a mulher da mesa ao lado diz ao garçom que quer a mesma coisa que a Sally pediu.
O filme nos mostra o amadurecimento da relação dos dois, como o amor vai sendo construído. E como ele pode nascer dos lugares dos quais menos se espera... Gostei muito!!!!

Viagem à lua.

Comprei para dar ao meu pai de presente de natal o livro "1001 filmes para ver antes de morrer". Como estava em promoção, comprei um pra mim também. Uma das minhas metas para este ano é assistir aos 1001 filmes do livro. Não sei se vou conseguir porque tem filme que é muito difícil de ser encontrado porque é muito antigo. Comecei procurando por Viagem à lua. Achei no youtube. Um filme de 1902 no youtube. Quando acabar tem gente que não gosta da tecnologia... Eu adorei o filme. Tem um quê de teatro nele. No cenário. E eu achei os efeitos especiais muito bons, se levarmos em consideração que o filme foi feito 109 anos atrás.
O filme conta a história de um grupo que eu acredito que esteja em uma universidade e é convencido por um professor a fazer uma viagem à lua. Saem de lá para construir uma espécie de foguete para levá-los à superfície lunar. A lua tem um rosto muito engraçado. Chegando lá, eles logo se encontram com os habitantes da lua, que não gostam nada da visita dos terrestres. E os lunares viram fumaça e desaparecem quando são tocados. Um efeito especial muito bom. Quando conhecem uma espécie de rei da lua, voltam correndo para a terra e caem no mar. Pelo que li no livro, este pode ser considerado o primeiro filme de ficção científica. Muito bom!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Macunaíma.

Depois que saí da sessão de arte com mainha, passamos pela frente do cinema para ir almoçar e descobrimos que ia passar Macunaíma no Cineclube, de graça. É lógico que fui almoçar e voltei né? Rs. Nunca li a obra de Mário de Andrade, mas acho que todo mundo meio que conhece a história. O filme é muito bom. Todos aqueles elementos do Cinema Nacional: sexo, safadeza, nudez, cores fortes. E ainda tinha o Grande Otelo e a Dina Sfat, os quais eu nunca tinha assistido nada com eles. Quando Macunaíma nasce me lembrou muito Benjamin Button. Não o filme, mas o livro, já que Button também nasce grande. A cena em que ele toma banho numa fonte e fica branco representa, pra mim, muito bem a nossa sociedade. As pessoas que não aceitam sua cor, sua cultura e fazem tudo para se parecer com o outro. Porque parece que o outro é mais bonito. O outro é mais aceito. A Joana Fomm trabalha no filme, bem novinha. E o Milton Gonçalves também... Bem novinho. Ah.... e tem também o Paulo José que faz o Macunaíma branco. O Macunaíma vive numa preguiça que faz gosto (Ai que preguiça!) e é um malandro nato. Engana todo mundo, menos a mãe. Trai o irmão com a cunhada. Coloca os irmãos na maior confusão e sempre sai ileso das trapalhadas em que se mete (e mete os irmãos, diga-se de passagem). Quando terminou o filme, o antropólogo que foi para a discussão falou que Macunaíma tem elementos do Cinema Novo (as coisas que nos identifica na tela como brasileiros), mas também tem elementos de chanchada. ( o mau caráter, o humor). Um cara da plateia disse que via no filme elementos do tropicalismo (a guitarra elétrica, as cores). Eu achei a trilha sonora muito legal. Bem brasileira... O filme é fantástico. Quero assistir de novo, num momento em que eu esteja com menos sono. E pra quem se interessar, o Cineclube do São Luiz acontece todos os sábados às 14 horas. No mês de setembro a temática é cultura brasileira.

A Doce Vida.


Ontem fui com mainha assistir "A Doce Vida" na sessão do arte do São Luiz, às 10 horas da manhã. Fui assistir, principalmente, porque é de Federico Fellini, que é tão falado e idolatrado e eu nunca tinha visto nenhum filme dele. E também tinha Marcello Mastroianni e eu também nunca tinha visto nenhum filme com ele. Eu gostei do filme. Só achei grande demais... três horas... Já tava com a barriga colando nas costas de tanta fome. o filme trata da história de Marcello, que trabalha numa revista ou jornal que trata de fofocas das celebridades (o filme mostra bem o mundo dos paparazzi e como eles fazem tudo pra conseguir a notícia) e também é escritor nas horas vagas. Namora com Emma, que tem sérios problemas de ciúmes (Ele meio que já está acostumado com ela, que é dependente dele). Tem vários casos com mulheres ricas e famosas, mas sente que falta algo em sua vida. Vive cercado de pessoas ricas e problemáticas rs. Madalena é rica, mas não é feliz. Sylvia é uma espécie de Jaqueline de Ti ti ti. E um grupo de ricos que inventa uma caça a fantasmas para se divertir. No fim tem uma festa com direito a streap tease e tudo mais, para comemorar porque uma criatura separou-se do marido. Sexo, drogas, Rock and roll. Tantas coisas que a gente procura pra ser feliz... O próprio Marcello procura a sua felicidade em tudo o que possa encontrar pelo caminho, numa busca desenfreada pela felicidade, mas não está satisfeito com a sua vida. O filme mostra que todos nós temos problemas, mas a vida continua assim mesmo. Os problemas não deixam ou não nos podem deixar amargar o doce da vida. ADOREI!!!!

domingo, 15 de agosto de 2010

Uma Noite em 67.


Ontem fui assistir com Renê lá na Fundação a Uma noite em 67. Só não gostei muito porque o trombadinha chegou atrasado e quando a gente entrou o filme já havia começado. Eu não gosto de assistir a filmes perdendo um pedaço. Mas enfim... o filme é muito bom. Fala do Festival da Música Brasileira de 1967, exibido pela Record, da qual fizeram parte Caetano Veloso, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Chico Buarque, Edu Lobo e o homem do violão quebrado, Sérgio Ricardo. Contém entrevistas com os participantes e extenso material de época. Realmente esta noite definiu os rumos da MPB. Pra quem gosta da BOA música popular brasileira é uma boa pedida...

domingo, 13 de junho de 2010

Quanto mais quente melhor.

Ontem fui com mainha para o São Luiz assistir "Quanto mais quente melhor". Quis assistir, antes de tudo, porque era com Marilyn Monroe e eu nunca tinha assistido nada com ela. E tinha muita curiosidade... Bem, antes do filme teve um curta "Schemberguianas" (Acho que é assim que se escreve), que tratava dos estudos de Mário Schemberg. Como cheguei no meio do curta, não entendi quase nada. Sei que era muito doido. Misturava música e física. Deve ser alguma coisa dos estudos do cara, mas enfim... Só assistindo do começo para entender... Mainha achou que o curta foi longo demais...
Mas agora vamos ao filme propriamente dito. Pra mim, já ganhou ponto porque é em preto-e-branco. A história se inicia na Chicago de 1929, em plena Lei Seca nos EUA. A primeira cena é hilária. Uma perseguição policial a um carro que estava com caixão, que é atingido e começa a sair água. O caixão estárepleto de bebidas... Vamos lá à história... Tony Curtis e Jack Lemmon interpretam Joe (um saxofonista) e Jerry (um contrabaixista), que assistem a um assassinato em massa cometido por Spats e são perseguidos. Para fugir da perseguição, resolvem se travestir de mulher como Josephine e Daphne (Curtis e Lemmon, respectivamente) para entrarem numa banda feminina e irem para a Califórnia... Na viagem, conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe) e aí começam as trapalhadas. Joe/Josephine interessa-se por Sugar e Osgood, um milionário se interessa por Daphne/Jerry. Joe E. Brown, o ator que faz Osgood tem caras e bocas. As caras que ele faz, principalmente no final, são muito engraçadas! Eu AMEI o filme. Muito, muito, muito bom MESMO! O final é muito engraçadoe surpreendente! Pra quem é fã de cinema, e principalmente do bom cinema, é um filme imperdível!

domingo, 16 de maio de 2010

Até o Sol Raiá e Meu Tio.

Hoje de manhã fui para a Sessão de Arte do Cinema São Luiz. Eu nunca tinha ido. Aliás, acho que desde que reabriu ainda não havia tido a sessão de arte. Fui porque ouvi, ou melhor, li que o filme era muito bom. E também era de Jacques Tati. Não que eu já tivesse visto alguma coisa dele, mas no ano passado teve uma mostra dele lá no Cinema da Fundação, mas eu não pude ir. Desde então fiquei curiosa pra ver alguma coisa dele. Bem, hoje foi o dia... Antes da exibição de "Meu Tio", teve a exibição de 'Até o Sol Raiá", um filme pernambucano muito bom. Começa com a leitura de um cordel. Fala sobre Lampião. Um boneco que ganha vida. Feito em computador. Não sei bem como que chama o nome, mas sei que os bonecos são feitos no computador e alguns acho que é com a técnica que dá vida a bonecos. Muito bonito. Quem puder, assista. Com isso, a gente vê que Pernambuco também pode fazerbons filmes, ao contrário do que pensa muito gente. Mas voltando a "Meu Tio", se todos os filmes de Tati forem iguais a ele, os filmes deles são maravilhosos. O filme é muito bom. Excelente! Muito engraçado! De um humor como poucos filmes por aí têm. E não é de contar piadas bobas, como vemos por aí hoje em dia não. É o humor das situações, dos personagens, que são engraçados por si só, até mesmo calados. O tio do título, de nome Hulot, é uma figura. Ele não precisa nem abrir a boca pra você rir. Altamente atrapalhado (a cena das salsichas de plástico na fábrica são hilárias e também quando ele quer esconder o vazamento da fonte e quando ele vai cortar as plantas da irmã - se é que três paus amarrados na parede podem ser chamados de plantas). É com Hulot que Gérard, o seu sobrinho, passa os seus melhores momentos. Hulot o deixa se divertir com meninos de sua idade, leva brinquedos engraçados para ele, enquanto que o pai, Charles Arpel, vive numa casa altamente modernizada e só leva pra ele brinquedos sem graça. A mãe, Madame Arpel é uma perfeita dona de casa que tem mania de limpeza. Parece um aspirador de pó rs. Muito engraçada a cena em que ela vai mostrar à vizinha como funciona a sua cozinha. A casa parece ter saído do desenho dos Jetsons.O jardim é engraçadíssimo. Quando eu vi me deu uma vontade enorme de rir. Um peixe como fonte. E o mais engraçado é quando toca a campainha, que ela liga a fonte (o peixe) e abre o seu portão automatizado. Ah... E a fonte só continua ligada se for alguém "importante" ou que os donos da casa achem que valham a pena. Muito engraçado é quando resolvem dar uma recepção para ver se conseguem que Hulot tenha algo com a vizinha. Quando a vizinha chega os Arpel a confundem com um vendedor de tapetes. Hilário! Todo mundo no cinema riu. Aliás, todo mundo no cinema riu o filme quase todo. Bonito é o final, quando o tio vai embora e o pai meio que começa a aprender a ser divertido com o filho. A fotografia do filme é muito bonita! Este é um exemplo daqueles filmes sem pretensão, que vão chegando de mansinho e quando você vê, já está encantado. E ainda é falado em francês... Vale a pena ser visto...