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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Um olhar sobre o Brasil - A fotografia na construção da imagem da nação.

No dia 21 de abril eu e Kíkero fomos a esta exposição lá no CCBB. Uma exposição fantástica sobre a história do Brasil, contada a partir de fotografias. Infelizmente o dia 21 foi o último dia desta exposição. Digo infelizmente porque a gente viu meio que corrido, pois depois iríamos assistir a Prazer. Tinha fotos desde o tempo do império até os dias atuais. Tinha fotos até de um maracatu em São Paulo. E eu pensando que era do interior de Pernambuco... Muito boa. Pena que acabou... E eu não pude ver tão bem como eu gostaria...

terça-feira, 30 de abril de 2013

Caixa Cultural - 21/04/2013.








No dia 21 também fomos à Caixa Cultural. Engraçado como nunca fui à de Recife, mas fui na do Rio. Está tendo a exposição Lágrimas de São Pedro, do artista baiano Vinícius S.A., até o dia 12 de maio. As fotos são desta exposição. Embora seja uma coisa simples, o conjunto da obra ficou belíssimo!!! Vimos também as exposições "Adriano de Aquino lê Ivan Serpa", na qual este último fez a curadoria das obras do artista que achava mais importantes e "Lasar Segall - percursos no papel", mas as duas se encerraram no último dia 28. Quem quiser saber mais infomações sobre a Caixa Cultural, é só entrar no site. Quando voltar, irei na do Recife com certeza...

Museu Nacional de Belas Artes - 21/04/2013.


Aproveitando que dia de domingo a entrada no Museu Nacional de Belas Artes é de graça, fomos visitá-lo no dia 21. Está tendo uma exposição "Quando o Brasil amanhecia", de Candido Portinari na releitura do quadro "A primeira missa", de Vitor Meireles. E tem também outras obras de Portinari que estavam numa capela na Floresta da Tijuca, como também passam um vídeo sobre a vida do artista. Em outra sala, uma exposição das gravuras de Rubem Grilo. E tem o acervo permanente do Museu com obras de grandes nomes das nossas artes plásticas, como Tarsila do Amaral. Mais informações no site do MNBA. Vale a pena conferir!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Queremos Miles.

Enquanto estava no Rio, fui com mainha ver a exposição Queremos Davis, lá no CCBB, que conta a história de Miles Davis, um tocador de trompete como, sinceramente falando, nunca vi igual. A exposição reúne fotos, roupas, instrumentos, cartas, notícias de jornais e revistas, obras de arte e é dividida de acordo com o momento da carreira do cantor. Cada parte tem uma música acompanhando a mostra.  Eu cheguei no CCBB sem nem ter ouvido falar do cara, mas saí de lá sua fã. Pela música a gente percebe que o cara tocava com a alma. E tinha um jeito todo dele de tocar.  Começou com o jazz, mas depois usou o seu trompete para acompanhar as novas tendências da música mundial, como o psicodelismo dos anos 1960 e 1970. Muito bom!!! Quem mora no Rio ou quem vai pra lá até o dia 28 de setembro, o último dia da exposição, é um bom programa. Ah... e é claro, quem gosta de boa música e não de elementos químicos, como diria  minha prima Fernanda... rs.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Museu Nacional de Belas Artes.















 Batalha do Avaí, de Pedro Américo.
 Navio Negreiro, de Di Cavalcante.
 A primeira missa, de Victor Meirelles.
 Batalha dos Guararapes, de Victor Meirelles.




 Auto-retrato de Tarsila do Amaral.


Eu e mainha chegamos sábado aqui no Rio de Janeiro. O avião acabou atrasando e Kíkero também. Na ida pra casa, um engarrafamento enoorme. Nem saímos mais pra canto nenhum. Só fomos ali na casa de Samara pra jantar e conversar. Ontem fomos ao Museu Nacional de Belas Artes. Está tendo até o dia 04 de setembro a exposição Rio: a arte da animação, que retrata o processo de criação do desenho animado Rio. Muito boa!!! E depois fomos perambular pelo museu, na exposição permanente, que tem um acervo bastante considerável da arte brasileira nos séculos XIX, XX e XXI. Lá podemos ver os originais de A primeira missa e Batalha dos Guararapes, de Victor Meirelles. E Batalha do Avaí, de Pedro Américo. Obras que quem já pegou num livro de história vê muito... Tem também um auto-retrato de Tarsila do Amaral, obras de Cândido Portinari e Di Cavalcante. Vale a pena gastar três horas de sua estadia no Rio para ir ver estas preciosidades... Muito bom!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Nordeste: territórios plurais, culturais e direitos coletivos.

Sexta-feira passada, quando terminou a mesa-redonda do seminário sobre escravidão, como estava no lugar já, fui ver a exposição "Nordeste: Territórios Plurais, Culturais e Direitos Coletivos" . Sabe aquele lugar onde nos vemos? Pois bem. Começa com a geografia de nossa região, tem história, tem os nossos personagens. Um parte que eu achei bem interessante é a que tem o santo da Igreja Católica e o seu correspondente no Candomblé. Na frente é um e atrás é o outro. Coisa tão comum no país como o nosso... O hibridismo religioso. E tão encantador, como forma de resistência das religiões afro e indígenas. Tem um vídeo logo de entrada mostrando personagens nordestinos. Mais na frente tem um que mostra Dona Santa, a mais ilustre rainha de maracatus. Andando mais, tem um tacho onde se preparava o melaço da cana-de-açúcar. Tem os caboclos do Maracatu Rural (ou de Baque Solto). Artesanato, cultura, uns máquinas de fotografar e filmar bem antigas. E lindas! Pena que eu não fotografei, mas depois eu volto lá e fotografo. A exposição é muito boa pra quem é daqui, porque se vê na exposição e pra quem não é, porque passa a conhecer o que nós somos... Ah... E quase que ia esquecendo... É lá no Museu do Homem do Nordeste... Na Avenida 17 de Agosto... Uma parada depois da Escola Silva Jardim... O homem que segundo contam caiu no Vesúvio...

sábado, 13 de março de 2010

Perambulâncias Cariocas...



Geralmente blogo só uma vez por dia, mas hoje vai ser diferente.... Tenho mais coisas a dizer... Ontem resolvi passear por aí... Ou pelo Rio... Peguei o 526 e fui para a estação das barcas... Lá peguei a barca... Adoro andar de barca... Acho que é uma das melhores coisas para se fazer por aqui. Desci lá na Praça XV e fui andando em direção ao CCBB. Entrei na Irmandade de Santa Cruz dos Militares pra falar com o pessoal lá de cima, o que sempre é bom. De lá fui andando para o CCBB. Peguei a programação para saber o que tava se passando. Logo no térreo tinha uma bolha. Esperei para entrar e quando entrei... Nossa! Parecia que tinha me transportado para outro lugar. Ali começava a exposição "Roteiro Amarrado", de Eder Santos. Nessa bolha, a gente se deita numas almofadas e fica ouvindo umas musiquinhas e olhando as imagens que vão passando refletidas em pedaços de espelhos que ficam passando pelo teto. Eu poderia ficar ali o resto do dia. Me deu uma sensação tão boa de calma. Acho que vou voltar lá outra vez só pra entrar na bolha rs. De lá, fui para o primeiro andar, onde tinha mais mistura de sons e imagens e vidros. Achei bem interessante uma parte que tem umas gaiolas, que ficam refletidas na parede com pássaros, um pássaro holográfico. Gostei muito da exposição. Quem estiver pelo Rio, não perca.
Fui de elevador para o segundo andar, onde tá tendo a exposição "Dobros", de Marcia Pastore. São seis lâminas de aço flexionas entre o chão e o teto. É muito divertido. Você se vê baixinha, no meu caso mais do que já sou.... Em algumas, me vi como uma anã, em outras, como uma hobbit rs. Em outras, eu ficava alta, em outras dá pra se ver duas vezes, outras aparece só o rosto. É muito legal. Uma vez vi um negócio assim lá em Recife. Uma feira de ciências ou algo do tipo, cheia de espelhos... Foi lá no Sesi da Avenida Norte, quando estudava lá no Oliveira Lima.... A long time ago... Bem, se você não tem medo de rir de você mesmo, esta exposição é uma boa pedida.
Continuando a minha perambulância, fui para o Cine Odeon, mas tava fechado, então fui para a Americanas que fica quase ao lado comprar alguma coisa para comer, pois a esta altura eu já estava morrendo de fome. Passei um tempão lá e quando voltei, ainda tava fechado, então me sentei na calçada em frente e fui comer o meu pacote de fandangos. Comecei assistindo AMOR SEM ESCALAS. É bom. Melhor do que pensei. Te leva a refletir sobre algumas coisas da vida. O cara, O Ryan, passa a vida viajando. A trabalho. Tem um objetivo na vida: Juntar 10 milhões de milhas. Quando ele é perguntado por Natalie o que ele vai fazer com tantas milhas, ele responde que é só pela marca. Bem, queria eu ter estas milhas todas... Acho que dá pra dar a volta ao mundo... O que não seria nada ruim... Afinal de contas, o que é uma marca se ela não vai nos proporcionar nada? Pra que tanta milha se elas serão só uma marca? O trabalho dele é demitir as pessoas. E não tem um pingo de dó em fazer isso. bem, eu acho que não conseguiria. Quando a pessoa começasse a chorar, eu começaria a chorar também. Assistindo este filme, eu fiquei muito feliz por não precisar passar por isso, já que sou funcionária pública. Quando a Natalie chega, chegam as mudanças, já que ela apresenta um sistema de demissão pela internet, o que diminuiria os custos da empresa. Ryan não gosta, pois ele não gosta de ficar em casa. A casa dele são os hoteis e aviões. Ah.. e tem Alex, por quem Ryan acaba se apaixonando. Pela primeira vez, ele larga tudo para ir atrás de um amor, e quando chega na casa dela... Descobre que ela é casada e que ele é só um parêntesis na vida dela. Fica decepcionado. Mas quem nunca ficou decepcionado por causa de um amor? O fim eu não te conto, mas digo que me fez refletir... MUDANÇAS, o filme fala de como Ryan vai lidando com as mudanças que vão se apresentando em sua vida. Natalie entra na vida de dele para fazê-lo refletir sobre a sua vida, o que sempre é bom né? Reflexão e mudanças....
Em minha sessão dupla de cinema, assisti PRECIOSA. Nossa! Sem palavras. O filme é lindo. Parece que tudo vai dar errado na vida de Claireece Precious Jones. Ela não se aceita como negra. Ela é obesa e sofre preconceito com isso. E o pior, tem preconceito com ela mesma. Em seus sonhos, ela é branca e magra... Não tem um amigo na escola. Foi violentada sexualmente pelo pai. Está grávida dele pela segunda vez. Tem uma mãe, que puta merda... Nem as piores madrastas das histórias infantis.... Uma mãe que só a coloca pra baixo. E depois ela descobre que tem AIDS. Eu quase chorei no cinema, só não chorei porque tinha gente junto de mim rs. Mas ela dá a volta por cima. Muda de escola. Fala pela primeira vez numa aula. Faz amigos. Ganha prêmio de alfabetização. Sai de casa e livra-se da mãe. Recupera a sua filha. É lindo. A obstinação de uma pessoa pode mudar a sua vida. Me lembrei muito de minha mãe. Não que ela tenha sido violentada ou nada disso. Mas, assim como Precious, ela tinha dois filhos aos 16 anos. Nunca parou de estudar. Arranjou emprego. Não deu os filhos. Nunca desistiu dos seus sonhos. Nunca pediu nada a ninguém para nos sustentar. Falando de minha mãe, não posso esquecer de minha vó. Foi ela quem me criou e a meu irmão, pois a minha mãe precisava estudar e trabalhar. Elas são os meus exemplos... Se gosta de histórias de obstinação e volta por cima, não deixe de assistir PRECIOSA, é muito bom.