sábado, 18 de setembro de 2010

Belíssima.


Hoje fomos eu e mainha assistir a Belíssima, na sessão de arte do São Luiz. O filme é de Luchino Visconti. Não que eu saiba quem é, mas vai que alguém que entenda de cinema e saiba quem é o cara lê isso aqui. O filme é muito bom. Preto e branco. Uma verdadeira joia da história do cinema. Conta a história de Maddelena, uma mãe que faz de tudo para que a sua filha seja uma estrela de cinema. E quando eu digo de tudo, é de tudo MESMO. Até gastar todo o dinheiro que tava guardando com o marido pra comprar uma casa. Ela tem boa intenção, mas é atrapalhada que só vendo. E o mais agravante é que a sua filha, a Maria Cecconi, não tem o mínimo talento para o cinema ou para qualquer outra atividade artística. E muito menos vontade, mas acaba entrando, OBRIGADA, em todas as manifestações artísticas que a mãe inventa para ela: fotografia, balé, interpretação. A mãe quer realizar os seus sonhos em sua filha. Ela só vê o lado mágico do cinema, o lado glamouroso e esquece-se do outro lado, o lado dos que são esquecidos, por exemplo. O filme, pra mim, funciona como uma crítica a esse pessoal que diz que vale tudo pelos 15 minutos de fama. O filme é antigo, mas funciona muito bem como uma crítica à sociedade atual. O final me impressionou porque é inesperado. Muito bom filme, que vale a pena ser assistido pelos fãs da sétima arte.

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