sábado, 18 de setembro de 2010

O Aleph, de Paulo Coelho.

Hoje eu terminei de ler O ALEPH. Ganhei este livro de Kíkero, depois que a gente brigou quando eu fui pra lá (Acho que vou brigar mais vezes com ele para ganhar mais livros - brincadeirinha amigo). Eu fui meio perdida da vida e chegando lá fiquei mais perdida ainda por conta de uns probleminhas que não valem a pena ser relembrados. Eu nunca vi um livro encaixar-se tão bem no momento em que a pessoa tava passando como esse se encaixou pra mim. O engraçado é que eu já tinha tentado comprá-lo, mas acabei desistindo e deixando pra depois. Foi bom que economizei né? Rs. Desde a primeira linha este livro me fez pensar sobre a minha vida. Assim como Paulo Coelho estava procurando um caminho para encontra-se consigo e ser dono de seu reino novamente, eu estava procurando um sentido pra minha vida, um caminho a seguir, algo que desse algum sentido à minha vida. Paulo saiu pela transiberiana, atravessando a Ásia. Como o meu dinheiro é um pouquinho mais curto que o dele - rs - eu fui ali no Rio, mas o que me ajudou a ver as coisas de forma diferente, além do livro, foram as várias conversas que tive com Kíkero e a viagem que fiz para Foz do Iguaçu (e que futuramente será comentada aqui). Lendo o livro eu achei o Paulo meio chato com os leitores, sei lá. Não que eu imaginava que ele fosse um poço de simpatia, mas no livro ele me passou, em algumas situações, uma imagem de antipatia total. Este livro é diferente dos outros que eu já li dele. Fala também de vidas passadas. Ele encontra Hilal, a quem ama desde outra encarnação e de quem ele precisa de um perdão, aquilo que estava faltando em seu caminho. Tem também Yao, o sábio intérprete chinês, que nunca superou a morte da mulher e a quem a dor virou amiga. O editor e a sua mulher, que não suportam Hilal, por a acharem incoveniente. Eu me identifiquei muito com Hilal. E acho que Kíkero também. Talvez por isso ele tenha me dado o livro. Ou talvez só me tenha dado por achar - ou ter a certeza - de que eu estava perdida, precisando de um caminho. Tem os encontros com os leitores, encontros com jornalistas, a paisagem, a aventura. Me deu até vontade de fazer o caminho da transiberiana até Vladivostok. No fim, quando ele diz a Hilal que a ama, a cena me tocou muito. Até chorei. E o encontro com Tatiana também é muito bonito. Não vale eu ficar contando o livro todo, porque se não perde a graça, mas posso dizer que com certeza Paulo Coelho voltou a "ser o rei do seu reino". E descobriu qual é a sua missão na terra. Pra quem tá precisando de uma palavra de apoio, ou de incentivo para buscar aquilo que deseja, leia este livro. Acho que não se arrependerá. E pra quem, como eu, ficava perguntando que diabos é o aleph, saiba que ele é o ponto onde está contido todo o tempo e o espaço do universo. O ponto em que você passa por todas os vagões que pertencem ao trem de todas as suas existências. Um dos melhores livros que já li dele. Serviu também pra compensar a porcaria que foi o último livro dele...

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