Mostrando postagens com marcador Lygia Bojunga.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lygia Bojunga.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Fazendo Ana Paz, de Lygia Bojunga.

Terminei de ler quase agora Fazendo Ana Paz. Fazia tempo que eu queria lê-lo. Comprei o livro quando fui no Rio, em fevereiro, lá na Livraria Travessa do CCBB. Fiquei doida porque lá tinha quase todos os livros da Lygia e aqui é uma dificuldade só pra consegui-los. Tem que se encomendar e esperar um tempão pra eles chegarem. O livro faz parte da trilogia do livro. Conta o processo de criação de Ana Paz, inicialmente personagem de um livro que se chamaria Eu me chamo Ana Paz, mas como alguns elementos/personagens não foram desenvolvidos como o pai e a carranca, e quase que Ana Paz ia por água abaixo também... Então a Lygia resolveu contar como é o processo de escrever. Ela cita até a Raquel, de A Bolsa Amarela... O meu livro preferido dela, dentre os que eu já li. Eu me identifico muito com Raquel, pois quando era pequena tinha as mesmas três vontades que ela. A autora fala que a Raquel chegou e não lhe deixou mais até o livro ficar pronto. Achei super-legal o livro. Pra quem gosta de escrever, é uma dica e tanto de como o processo de desenvolvimento das personagens se dá. Muito bom!!! Esse livro tem também uma 2ª parte na qual ela fala da memória arquitetônica das cidades, que infelizmente, cada dia mais está se perdendo, pois as pessoas só pensam em dinheiro. Aqui mesmo no bairro onde eu moro, a Várzea do Capibaribe, quando eu era pequena tinha um monte de casarão. Agora os casarões estão sendo derrubados e descaracterizados em nome do progresso... Progresso? Pra quem? Não pra mim... Preferia o meu bairro com os seus casarões e ares de cidade do interior... Nem precisa dizer que o livro é totalmente recomendado por mim... Excelente!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"A bolsa amarela", de Lygia Bojunga.

Esta semana li "A bolsa amarela", de Lygia Bojunga. O livro conta a história de Raquel, que tem três grandes vontades: a de ser menino, a de ser escritora e a de ser grande. Quando ganha a bolsa amarela, Raquel passa a esconder as suas vontades nessa bolsa, como também as personagens dos contos que passa a escrever, para amenizar a sua vontade de escrever. Na hora eu me identifiquei com a Raquel. No livro não diz quantos anos ela tem, pelo menos eu não me lembro que diz rs. Mas quando eu era pequena eu também queria ser grande, pra poder trabalhar e fazer as coisas que eu queria porque sempre ouvi dizer que a gente só faz o que quer quando paga as contas da gente rs; queria ser escritora, e talvez ainda queira hoje em dia, pois sempre gostei muito de escrever e imaginar histórias e ainda gosto; e queria ser menino. QUERIA MESMO!!! Nunca me dei muito com meninas quando era pequena. Até brincava de boneca e tal, mas gostava mesmo era de estar brincando com Leandro e com Keko. A gente brincava de tudo e mais um pouco. Mas quando eu fui ficando mocinha, como diria a minha avó, troquei as poucas amigas que tinha pelos amigos que foram chegando... A minha avó dizia que era muito feio uma mocinha conversar só com meninos, então eu achava que se eu fosse menino, seria mais fácil eu conversar com os meus amigos sem ela ficar pegando no meu pé rs. Os livros da Lygia sempre têm um quê de fantástico. E fora que os livros são excelentes. Quero ler os outros 18 rs. Com tanta coisa em comum com a Raquel num precisa nem dizer que eu amei o livro né?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

"Paisagem", de Lygia Bojunga.

Comecei o ano bem na leitura. Ontem eu li Paisagem, de Lygia Bojunga. Adorei o livro!!! Ele faz parte da trilogia do livro, juntamente com Fazendo Ana Paz e Livro - um encontro.Paisagem conta a história da correspondência entre Lourenço e a autora. Fala sobre o processo de criação do escritor e como o leitor recebe a obra desse escritor. Lourenço sempre tem ideias para que algumas partes dos livros sejam mudadas e nós, leitores, somos assim. Dificilmente concordamos em tudo com o que estamos lendo. Sempre achamos que o destino da personagem não deveria ser aquele ou tal e tal coisa não deveria ter acontecido. Para Lourenço, ele é um Leitor. Uma pessoa que conhece a fundo a obra de Lygia Bojunga. E que por isso mesmo, tem a capacidade de sonhar com a paisagem que ela descreve em seu conto e que só ela conhecia, pois o conto ainda estava em processo de criação. Ela resolve sair de Londres, onde mora, até o Rio de janeiro para desvendar o mistério, que aumenta quando ela descobre que foi a Menina do Lado quem desenhou a paisagem e o Lourenço sonhou com ela. A explicação de Lourenço é que como ele é um Leito de Lygia, conhece o seu jeito de escrever e pode imaginar o que ela poderia escrever e a menina do lado consegue desenhar a tal da paisagem porque ele lê os livros pra ela. Já a Renata, namorada do Lourenço, acha que ele e Lygia frequentaram o mesmo cenário em vidas passadas... Dando uma de Lourenço, esse é o segundo livro de Lygia que eu leio e não sei se é impressão, mas acho que ela gosta de gatos, campos floridos e mar. O livro tem um que de fantástico que me parece que é uma marca dela também. Ótimo livro!!!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

A casa da madrinha, de Lygia Bojunga.

Devo me desculpar porque nunca mais dei as caras por aqui. Se for pra culparem alguma coisa, culpem a faculdade. Ela está sugando todas as minhas energias... Preciso de férias urgentemente, caso contrário, vou ficar doida... Se não já estiver... 
Mas agora vamos falar d'A casa da madrinha, que foi um dos melhores livros que já li. Foi o professor de Fundamentos filosóficos, históricos e sociológicos da educação que passou. Se num fosse assim, eu não o tinha lido... A história é linda... me fez reviver os tempos de criança... Aliás, acho que todo mundo revive os tempos de criança lendo esse livro., que conta a aventura de Alexandre, que um belo dia resolve ir em busca da casa de sua madrinha. No caminho ele encontra o Pavão, que passa a ser seu companheiro de viagem. O Pavão tem uma torneirinha que pinga pensamentos, fruto de sua passada pela escola Osarta. Ele chama atenção pelas suas penas, que são diferentes. E geralmente só repete o que os outros falam, mas tem uma certa hora em que a torneirinha abre e aí haja pensamento caindo... e haja falatório do pavão... No caminho, os dois encontram Vera... e aí a aventura fica completa... Nas conversas com Vera vamos sabendo da vida de Alexandre e do Pavão...  Amei... E a amizade entre eles cresce... Me lembrou eu, Keko e Léo quando éramos pequenos... Muito bom!!!