Mostrando postagens com marcador Retrospectivas.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Retrospectivas.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Despedida da GAS.

Ontem foi o meu último dia na GAS. Depois de muito tentar, consegui a transferência para a biblioteca, mas se bem que no fim, nem sabia mais se queria realmente sair de lá. Fiz boas amizades, pessoas que levarei em meu coração para o resto da vida. Me despedi de todo mundo sem conseguir chorar, meno squando chegou em Anne. Não tive como. Gosto muito de todos de lá, mas Anne, como já disse aqui em outras ocasioes, me é especial. Somos muito parecidas e ela me ajudou bastante no momento que mais precisei, talvez ela nem saiba o quanto,mas me ajudou muito todas as vezes em que ela me escutou. Mudanças nem sempre são fáceis, principalmente quando envolvem sentimentos e pessoas que gostamos, mas acho que mudanças são necessárias para o nosso crescimento como pesssoas. Espero ter feito a escolha certa. Se bem que já me disseram que se eu me arrepender, posso voltar rs. Que bom que as portas ficaram abertas, pois se me arrepender, volto mesmo, mas não poderei saber se não tentar. Já fui pra biblioteca desde ontem e está tudo muito bem. Acho que finalmente encontrei um trabalho que me identifico com ele: LIVROS. Adoro!!! Que eu possa ser tão feliz lá quanto fui na GAS...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Adeus, 2012.

Bem, posso começar dizendo que 2012 não foi um ano muito fácil pra mim, mas como diz um amigo meu, nenhum ano é tão ruim que você não tenha o que falar bem dele rs. Foi o ano que fui para mais festas de aniversário, principalmente no fim do ano. Toda semana tinha uma para ir. E justamente quando estava no meu momento mais trash. Não deixei de ir a nenhuma, pois me ajudavam a esquecer do que me afligia. Em 2012 não viajei muito, coisa que amo fazer - fui a Petrolina, que não conhecia e ao Rio e Petrópolis, principalmente se for com Kíkero, pra qualquer destino, pra dormir em qualquer lugar, com ou sem dinheiro (geralmente sem rs), mas não estávamos bem. Aliás, quase não estávamos nada. Ficamos sem nos comunicar a melhor parte do ano, mas já no finalzinho do ano tive um dos meus melhores presentes: vê-lo e podermos conversar sobre os problemas que nos afligiram durante o ano que passou. Conversamos até, de certa forma, sobre o que sentíamos um pelo outro e isso foi bastante revelador em alguns aspectos rs. De qualquer forma, este ano foi o ano em que conseguimos conversar sem brigar e isso foi muito bom, pois durante muito tempo apenas trocamos farpas e isso não faz bem a nenhum relacionamento, seja ele de que tipo for. Quando conversamos já agora no final do ano, fiquei me perguntando como pudemos passar tanto tempo sem nos falarmos...
As confraternizações de fim de ano também foram boas. Aliás, sempre são. Me permitem encontrar amigos que passo o ano ou quase o ano todo sem ver. E este ano foi melhor pois pude encontrar os amigos do Oliveira Lima duas vezes. 
Tive três comemorações de aniversário. O carnaval foi MARA... Fui pela primeira vez ao baile Municipal e não pretendo deixar de ir nunca mais. Me diverti muito no carnaval. O carnaval também me trouxe Edson que, embora não estejamos mais juntos, foi uma das coisas boas que me aconteceram em 2012. Só porque acabou não quer dizer que não foi bom enquanto durou. Me diverti muito com ele. E espero que ele comigo rs. Com ele cheguei num ponto de relacionamento em que muita gente não acreditou depois que soube. Íamos casar. Tive que escutar coisas do tipo "não imaginei que você era do tipo que casava" ou "achei que seu casamento fosse com os estudos". As pessoas realmente dizem coisas idiotas quando não têm nada a dizer. As pessoas não sabiam o que eu estava passando. Sofri muito com o rompimento. Não posso dizer que não sinto a falta dele, mas a vida continua e espero que ele seja feliz. 
Pela primeira vez na vida fui madrinha de um casamento. De Patrícia e Getúlio. Fiquei surpresa com o convite. O casamento foi lindo. Desejo muitas felicidades aos dois. Em abril, tivemos o show de Paul McCartney. O melhor show da minha vida. Valeu o preço do ingresso, mesmo que dividido em parcelas (pobre!!! rs). Se algum dia ele vier ao Recife de novo, estarei lá novamente. 
Tive dengue, fui assaltada, tive crise de coluna, saí da escola em que eu trabalhei por cinco anos e meio. Deixei alguns amigos por lá. Amigos que levarei por toda a vida. Fiz novos amigos onde estou trabalhando agora, mas a mais especial pra mim é Anne, que me emprestou os seus ouvidos quando mais precisei e me empresta até hoje. Somos muito parecidas rs. 
Vi Eric, filho Rogéria, uma grande amiga minha, se formar no Colégio Militar e fiquei muito emocionada. Parecia até que era um filho meu ou sobrinho rs. O tempo voa. Quando começamos a estudar na UFPE, ele ainda era do Fundamental I. A vida passa e se não a acompanhamos, vamos sendo deixados para trás...
A greve das federais atrapalhou a vida de milhares de estudantes do Brasil. Entre elas, a minha rs. Pensei em desistir. Não só por conta da greve. Quando o semestre voltou, eu achei mesmo que não fosse dar conta. Muita gente acha que foi só por causa do fim do namoro, mas antes mesmo do namoro acabar eu já tava numa tristeza sem motivos rs. O fim do namoro só aumentou a tristeza. Pensei que não fosse conseguir. Que ia reprovar tudo e acho mesmo que não conseguiria se não fossem Erik e Carlos, que estavam lá me dando forças e me impulsionando a seguir em frente. Sem eles, posso dizer que não teria conseguido passar em quase todas as cadeiras. Fiquei em Língua Espanhola III, mas como mais da metade da sala foi reprovada, não vou tomar isso como uma deficiência minha.
Não posso esquecer da minha mãe que também me ajudou muito a sair da fase trash. Não fazia bem a ela me ver chorando compulsivamente. Resolvi me ajudar...
Bem, o meu 2012 foi esse. Que 2013 nos traga coisas boas, mas que não fiquemos esperando por essas coisas boas. Que em 2013 tenhamos a coragem de seguir os nossos sonhos e do que desejamos realizar!!! Feliz ano novo a todos!!!

domingo, 18 de novembro de 2012

13 anos da minha festa de 15 anos...

 Com o vestido pré-valsa...
Com o vestido da valsa: Eu, mainha e Ricardo.

Dia 06 de novembro fez 13 anos de minha festa de 15 anos. Eu sempre ouvia falar que depois dos 15 o tempo passa correndo. Pra mim parece que tá passando voando rs. É uma sensação meio paradoxal. Parece que foi ontem, mas ao mesmo tempo parece que foi há tanto tempo... 
Bem, mas vamos lá... Eu nunca tinha pensado em ter uma festa de 15 anos, pois sempre tive a real noção de nossa situação financeira. O meu aniversário é no dia 23 de janeiro e até o dia 22 eu sabia que não teria festa e nem nada. No fundo, eu queria. Inês, Luiza e Andréia (minhas tias) tinham tido uma festa. Minha prima Ana Luiza tinha tido uma não fazia nem duas semanas. E eu achei todas elas tão bonitas, ajudei nelas, dancei na de Luiza e na Andréia. Não era por inveja nem nada, mas queria ter uma festa de 15 anos, mesmo que fosse pequena. Aí no dia 22 de janeiro eu fui com mainha na Arcol e vi umas lembrancinhas de 15 anos que eram umas cestinhas lindas. Pedi pra mainha comprar no cartão pra eu pagar a ela, pois eu vendia perfumes na época. Ela comprou 50 cestinhas. Daí, nesse mesmo dia, fomos à casa de tia Teca e ela me deu um tecido branco bem bonito, que acabou virando uma toalha. E foi assim que a minha festa nasceu rs. Não tínhamos data, não tínhamos dinheiro, só a vontade rs. Começamos a comprar as coisas. Pegamos umas dicas com tia Ana Maria, que tinha acabado de fazer os 15 anos de Ana Luiza. Compramos as coisas devagar, fizemos muitas coisas de decoração, lembrancinhas e docinhos. Foi quase chegando no aniversário de 16 anos, mas valeu a pena. Pena que no fim da festa, teve uma briga, mas ainda bem que a maioria das pessoas já tinham ido embora e quem tava lá não ligou muito, mas eu fiquei morta de vergonha. Demorou muito tempo pra eu descobrir que não tinha que sentir vergonha pelos erros alheios. Teve muito contratempo pelo meio do caminho. No dia da festa, eu tava descascando pois tinha ido à praia no domingo anterior. Quinze dias antes uma amiga minha desistiu de dançar. Uma semana antes a minha prima chega lá em casa e diz que ainda não tinha feito o vestido. Um dia, isso mesmo UM DIA antes chega uma menina que ia dançar e diz que tinha perdido o modelo do vestido e ainda não o tinha feito. E UM DIA antes descobrimos que os soldados do exército não iam dançar a valsa. E haja emoção!!! Todo mundo que tinha calça preta e blusa branca masculinas levou pra festa. Saímos catando todos os carinhas pra dançar. Até quem não queria dançar, dançou. Até meu primo casado dançou rs. Ah e tinha Rochana, que tem mais de 1,80m e queria um carinha da altura dela. Graças a Deus na hora deu tudo certo!!! Ah e teve o problema da valsa. esqueceram o disco. Sorte que mainha havia levado um cd que tem uma valsa. O ruim é que a valsa tinha quase 10 minutos e ninguém atinou pra cortá-la. Resultado: foram quase 20 minutos de valsa. Não dancei a valsa com meu pai. Dancei com meu avô materno e com o meu irmão. Me lembro que um amigo da gente queria que eu dançasse a valsa com o sobrinho dele. Nunca no Brasil que eu deixaria de dançar a valsa com meu irmão pra dançar com outro cara, que num tinha a mínima importância em minha vida. E não tem até hoje rs. Pena que vô Euclides não pôde ir pra minha festa porque já tava doente... Todo mundo das três famílias (Tenório, Gomes de Souza e Alves da Silva) foi convidado. E muitos amigos também. Dia desses estava revendo as fotos e me espantei com a quantidade de gente que tinha. Eu gosto dessas festas em que se reúne a família toda. São das poucas oportunidades em que podemos ver todo mundo... 
O vestido pré-valsa quem fez foi vovó Tiá, minha 3ª avó, mulher do meu avô, foi baseado no modelo que Inês usou no dela e o vestido da valsa foi alugado. Quando bati o olho nele, eu disse: é esse!!! A mulher da loja ficou espantada porque a minha cintura era 55 cm. Tempos longinquos rs. E quanto às cores, pelas bolas dá pra ver que foi um carnaval né? Rs. O povo que foi encher as bolas perguntou se era aniversário de 15 anos mesmo rs. As cores foram: branco, prata, lilás, rosa claro e rosa escuro. Tudo muito branquinho e pálido não combina comigo rs. 
Ah, não posso deixar de agradecer a todo mundo que me ajudou, mas especialmente à minha mãe, que comprou o meu sonho e o realizou. Muito obrigada!!!
Vendo as fotos, talvez hoje possa parecer meio cafona, mas na época era o que havia de moderno em termos de 15 anos rs. A minha avó sempre diz que a minha festa de 15 anos foi a mais bonita que ela já foi. Isso me basta. Sendo cafona ou não.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Um mês depois...

 Carla, Nadja, Marisa e Eu.
 Eu e o cartão que fizeram pra mim.
 Eu e Nadja, uma verdadeira mãe pra mim.

Hoje faz um mês que comecei em novo setor. Saí da escola. Duas coisas aconteceram no início de julho e uma terceira que foi fundamental para a minha transferência.  A primeira foi a raiva que tive de uma pessoa da escola. Sabe aquele tipo de pessoa que só porque subiu um degrauzinho quer pisar nos que estão embaixo? Pois bem. A mulher me tratou tão mal porque fui dar um recado a ela, que não tive nem reação de responder. E olhe que não sou do tipo que leva desaforo pra casa. Mas não esperava a ignorância e os gritos. Afff!!! Se tem uma coisa que eu odeio é quem grita comigo. A reação deu quando cheguei em casa. Eu tremia de tanta raiva... Não sei se a raiva era da pessoa ou se de mim por não ter dado um fora à altura. Depois, a criatura horrenda foi perguntar o porquê de eu não estar falando com ela, pois disse que não havia acontecido nada pra eu ter deixado de lhe falar. Bem, é ela e a madeira do rosarinho, madeira de lei que cupim não rói. Ela é acostumada a tratar mal as pessoas. Se as pessoas são acostumadas a isso, bom pra elas, mas eu não sou. A segunda coisa foi ter uma crise de coluna de sair me arrastando por dentro de casa e subir 253 degraus não ajudavam em nada na minha melhora. Por último, apareceu uma vaga no centro administrativo. Eu não terei nunca como agradecer a Flávio, que me indicou a vaga. Na verdade, eu não queria sair da escola. Já estava acostumada a todo mundo e tenho muitos amigos lá. Sinto falta deles e dos pirralhas, que quando souberam que eu ia sair me pediram por tudo pra eu não sair, mas não dava mais pra ficar lá. Por causa da coluna e por causa da pessoinha, que é do tipo que solta gracinha pra pessoa e isso é outra coisa que me irrita bastante. Acho que íamos acabar chegando às tapas e isso iria me prejudicar. Como não sou uma pessoa muito paciente, resolvi sair de lá. E teve a coluna também. No último dia, me fizeram uma despedida surpresa. A coisinha não foi nesse dia. Disseram que ela estava doente, o que eu duvido muito. Fiquei triste em sair de lá. Mais ainda  porque não resolveram o problema, pois nem fui a primeira e nem a última com que essa criatura tem problemas. Mas nunca pediria pra escolherem entre ela e eu, como me sugeriram. Sinto falta do povo, sinto falta dos pirralhas. No primeiro dia no novo setor, estranhei o silêncio. Perdi dinheiro, mas algumas coisas dinheiro nenhum no mundo paga e o meu sossego e minha paz de espírito são dessas coisas. Quem sabe um dia quando a pessoinha sair, eu possa voltar. Só sei que Deus sabe o que faz e o que é melhor para nós. Sei que agradeço a Ele todo dia pelo lugar em que estou... Pois de lá só escuto que a criaturinha está cada dia pior...

terça-feira, 20 de março de 2012

04 anos de minha formatura em História...

 Eu e Keko.
 Dia da foto da placa. A hora era essa mesmo da foto: 06:46 da matina... É, vida de formando num é fácil, não...
 Preparação...
 Eu e Tatá.

Lá se vão 04 anos... Vim me dar conta agora que no último sábado fez 04 anos da minha formatura no curso de História lá na UFPE. Pra muita gente isso pode não significar nada, não só porque foi a minha formatura, mas porque é um evento como outro qualquer para algumas pessoas. Não é como aniversário, casamento... É só uma formatura. Talvez se eu estivesse em outra situação, esta seria apenas uma formatura, mas eu me formei na época mais imprópria para se formar, quando faziam apenas 02 meses e 12 dias que eu tinha fraturado o pescoço num acidente de carro. Quando sofri o acidente, a primeira coisa que pensei foi "Posso morrer no dia 18 de março que eu morrerei feliz, mas eu quero ir pra minha formatura". 
Muita gente acreditava que eu não conseguiria ir. Muita gente. Menos eu. Eu sempre disse que estaria lá. De maca, de cadeira de rodas, de pé... Pouco me importava, me importava estar lá. E como eu passei por coisas pra chegar lá... Durante o curso e pra me formar: a falta de dinheiro pra tirar xerox, pra lanchar, pra ir pra faculdade; o sono, quando comecei a trabalhar;  o cansaço depois que terminava as apresentações do teatro e ainda tinha que assistir aula; a professora de Prática de Ensino de História que queria que eu fosse fazer uma prova quando eu nem sentada ficava; o vai andar, não vai andar dos médicos; a demora pra infeliz da professora me dar a nota... quase que eu não me formava por causa dela... Por outro lado, tive momentos maravilhosos no curso... Tive bons professores, não todos, mas alguns eu lembrarei pro resto da vida... 
Hoje eu faço Letras, mas se eu não tivesse feito História, eu faria Letras? Não. Se eu não tivesse feito História, eu faria História... Não me vejo sem esse curso maravilhoso que me possibilitou um encontro com coisas que não conhecia: filmes, autores, teorias... E o mais importante de todos os encontros, o encontro comigo mesma. Eu não  me formei com a minha turma, me formei antes porque tinha adiantado as cadeiras quando não trabalhava, mas isso não importa. No fim das contas, o que restam são os amigos. Aprendi muita coisa em História, mas os amigos que por lá fiz são como no comercial do Mastercard, não têm preço. Às vezes me vejo sentindo falta até de quem não tinha muito contato... 
O meu muito obrigado à minha avó (que foi minha madrinha), por aguentar a minha chatice natural, principalmente quando estou estudando; à minha mãe, que não queria que eu fizesse nada ligado à educação, mas ficou muito feliz quando eu passei no vestibular; ao meu irmão, que se mil vidas eu tivesse, mil vidas o daria, pelo ser humano maravilhoso que ele é; ao Trombadinha (vulgo Renê), nos trabalhos, na época do acidente, por ter me levado pra formatura e por sua amizade; a Nanda, pelos trabalhos, pelas tentativas de me ensinar Filosofia e Economia e pelos ouvidos amigos; a Zito, pelas transcrições de Paleografia, pelos seus ouvidos amigos e pelas visitas na época do acidente. Nunca vou esquecer de você me dizendo "Tu aqui, em cima da cama, sem sair de casa e ainda tem novidade pra contar?" rs; a Jaque, que desistiu do curso, mas com quem me comunico pelo msn vez ou outra e quem gosto muito. Temos altas conversas produtivas kkkk; a Sergio, que sempre me perguntava se onde eu tinha comprado os meus objetos tinha pra homem também rs; a Rafael, pelas tentativas frustradas de me ensinar Filosofia e Economia, mas não teve jeito. Filosofia ainda entendi alguma coisa, mas Economia foi triste...; a Raimundo, pelas xeroxes (existe essa palavra assim?) e pelas tapiocas; a Rogéria, porque sem ela eu não teria me formado. Posso passar o resto da vida a agradecendo e mesmo assim ainda será pouco; a Eleny, por me permitir sair mais cedo da escola em alguns dias pra eu assistir aulas que só tinham à tarde; a Paty e Lucinha, pelo apoio, principalmente na época do acidente.  Ao povo que foi pra formatura: tia Neusa, tio Lourenço, tia Teca, tia Ana, Inês, Sandrinha, Chris, Polly, Pri, Vovô Tiá, Rafa, meu pai, tia Rosa e Juli, que tava esperando Ikki e foi na maior chuva... Chegou lá quase parecendo um pinto... rs. Acho que não esqueci de ninguém que foi pra formatura... E a todo mundo que, direta ou indiretamente, contribuiu para que no dia 17 de março de 2008 um dos meus sonhos fosse realizado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Meu(s) aniversário(s).














Carla, Erik, eu, Ana Paula, Kristopher, Braulio e Emanuel.
 Mainha, Keko, Hilton, Tatá e eu.
 Eu e Rogério.
 Eu, meu irmão e meu pai.
 Eu e Ivo.
 Cecinha, Léo, Fifa e eu.
 Eu e Fifa.

Segunda passada, dia 23, foi meu aniversário, e vim aqui falar das várias comemorações. Este foi o ano em que mais se comemorou o meu aniversário. Eu gostei muito, por estar próxima às pessoas que me são importantes de alguma forma. Comecei a comemorar com Zito, ainda no dia 19. Fomos almoçar e quando vimos foi um tal de 10 cervejas (né esponja? Rs) e quase que ficávamos pra jantar. Faziam quase dois anos que eu não via Zito e estava com saudades do Coroinha. Eu adoooro conversar com ele, que é do tipo de pessoa que se pode conversar sobre sexo, drogas e rock'n roll e ele num vai ficar te julgando. Não deu pra colocar todas as conversas de quase dois anos em dia, mas deu pra conversar muito... Espero não demorar mais quase dois anos para vê-lo novamente...
No domingo, dia 22, vieram pra cá meu avô, minha 3ª avó, minhas primas, uma das minhas tias e o marido, meu pai e Ivo e uma amiga. Ivo é outro que eu não via há muito tempo. A última vez que o tinha visto acho que tinha sido no aniversário dele de 2010. Pena que Joyce não pôde vir. Quero muito um encontro de nós três para relembrarmos os tempos de ETEPAM. E é melhor nem lembrar quanto tempo faz isso... rs.
No dia mesmo do aniversário, dia 23, eu me encontrei com meus amigos da UFRPE: Erik, Ana Paula, Kristopher e Carla, Braulio e Emanuel. E ainda tem os que não puderam ir: Maria Lúcia, que tava de serviço; Amanda, porque era longe da casa dela; Elyson, que tava em João Pessoa e Carlos, que disse que passou mal. Ou a mulher não deixou ele ir rs. Já tava até com saudade deles. DELES. De estudar, ainda não rs. Não vou mentir. Aliás, acho que na faculdade o que ganhamos de mais importante não é o aprendizado, mas as amizades. Zito é umas das minhas amizades da UFPE que pretendo guardar pra toda a vida... Foi bom que colocamos as conversas em dia sem precisar fazer curso de férias, porque ir pra faculdade nas férias de janeiro ninguém merece... 
E, por último, sábado teve um almoço lá na casa de mainha... Foram Cecinha, Fernanda, Fernadinho, Léo, Rogério (será que aqui eu posso dizer que ele foi? Rs) e Fifa. Comemoramos também o aniversário de Fifa (que está depressivo, segundo ele rs). Foi muito bom. Rimos muito. Cada um contando as suas histórias... Me lembrei até da minha avó que quando eu era pequena contava a história e no fim dizia "e entrou pela perna do pinto e saiu pela perna do pato, Seu Rei mandou dizer que cada um contasse quatro...". 
Adorei os meus aniversários e desaniversários rs. Adorei os meus presentes. Mas o que gostei mais foi rever pessoas que há muito não via, como é o caso de Zito e de Ivo. Faltou muita gente ainda: Zucka e Xoxe, que tiveram um almoço surpresa em casa; Laércio, que trocou as bolas e pensou que fosse no domingo; Serginho, que tá lá em São Paulo comprando perfumes kkkkk.... Estar com quem se gosta vale mais do que estar rodeado de gente... Espero que os próximos sejam tão bons quanto o deste ano...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Retrospectivas 2011.

Parece que foi ontem que fiz a retrospectiva 2010... O ano passado voou... Acho que porque eu tinha muita coisa pra fazer... 2011 foi um ano bom pra mim. De muito aprendizado... De decepções... De festejos...
O ano começou com o show de Amy Winehouse... em que eu fui sozinha, com um medo danado de voltar só pra casa, mas fui... e me arrependeria se não fosse... Apesar dela estar bêbada, tropeçar, quase cair, a voz superou tudo... Que voz!!! E se eu não tivesse ido, estaria arrependida até agora... teria perdido a única oportunidade de ver Amy em vida e quase pessoalmente, já que eu fiquei tão, tão distante do palco...
Ainda em janeiro, recebi duas boas notícias... meus dois presentes de aniversário, como costumo dizer... fui promovida a secretária da escola, não que isse seja lá grandes coisas, porque em 2012 eu pretendo voar de lá pra outra coisa... Depois de cinco anos, já chega...
A segunda notícia foi a de que havia passado no curso de Letras lá na UFRPE. Eu que achei impossível. Me inscrevi por me inscrever, pra ver até onde iria os meus conhecimentos ou sei lá o que... Me inscrevi, mas nunca na história do Brasil achei que iria ser aprovada. Afinal de contas, foram seis anos estudando só História. O curso de Letras me trouxe pessoas que já são eternas: Bráulio, Emanuel, Carlos, Erik, Elyson, Maria Lúcia, Amanda, Ana Paula, Kristopher... Já moram no meu coração... Se eu continuei no curso no 2º período foi por causa desse povo aí...  E tem os amigos que vieram com Bráulio e Emanuel: Antonio, Roberta, Juliana e Lua. 
O carnaval desse ano foi o melhor... Eu comecei a brincar no Talo e só parei no desfile das campeãs, lá no Rio de janeiro. Muito bom!!! Queria ter ido pro show dos Backstreet Boys e de Cyndi Lauper, mas eu não estava aqui em Recife. Tinha viajado ao Rio Grande do Sul. Pra visitar Leandro, que fazia quase 08 anos que eu não via. Chegando lá, eu tive um certo impacto. Ele já não era mais o mesmo. As circunstâncias da vida o fizeram mudar... Mas foi uma alegria enooorme vê-lo novamente. Foi a primeira vez que o meu irmão viajou comigo e com mainha. Fomos em Gramado, passeamos em Porto Alegre e ficamos em Viamão. Eu e Keko ainda fomos lá no finzinho do Brasil, no Chuí e do lado uruguaio fomos no Chuy. E aproveitamos pra fazer umas comprinhas também... Muita coisa barata... Em termos de viagens, fui mais duas vezes no Rio de janeiro, voltei a Paquetá depois de dois anos, fui finalmente em Paraty (achei linda a cidade!!!), voltei em São Paulo depois de dois anos e fui em Guaratinguetá e em Aparecida. O Santuário é lindo!!!
No amor, continuo o de sempre. Aprendi a cortar laços com quem não me leva pra frente, aprendi a gostar com parcimonia... Aprendi a racionalizar os sentimentos... Conheci e fiquei com homens meninos e meninos metidos a homem, mas homem mesmo, está a faltar no mercado... rs. Alguns amigos se afastaram (e destes, o que mais sinto falta é de Cícero, não vou mentir, mas 2012 chegou e quem sabe as coisas melhorem?) e alguns chegaram, como é o caso de Serginho, meu primo, que conheci no ano passado. Sabe aquela coisa que você começa a conversar com uma pessoa e parece que você já a conhece a vida toda? Viramos quase amigos primos de infância rs. Depois do casamento de meu primo Allan, em outubro, eu meio que me aproximei mais da família do meu pai, pois nunca tive muito contato com eles. O povo lá tem uma visão meio deturpada de mim rs... 
Na música, o ano foi da Paula Fernandes. Me lembro de Felipe quando escuto ela. Não é que eu não goste, mas tudo demais enjoa, né? Pra mim, comecei a gostar e ouvir Adele e Janelle Monáe. Adoooro!!! 
No cinema, chegou ao fim a saga de Harry Potter... me senti meio órfã quando saí do cinema...
Na faculdade, fiz um poema... pense... Eu fazendo poemas... A faculdade me proporcionou muitas coisas legais... escrever um poema e um conto, fazer novos amigos, aprender coisas novas... Muito bom!!! Dia 16 de janeiro, estamos retornando... rs. Eita férias fubeca danada... rs.
Em Recife tivemos a Virada Multicultural, que trouxe o Buena Vista Social Clube... e quem dançou tá aqui... Tivemos o FITO, Festival Internacional de Teatro de Objetos. Muito bom!!!
Por conta da faculdade, trabalhei no Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia e descobri que o meu espanhol precisa melhorar muito... ô povo pra falar rápido... rs. Participei de muitas oficinas pedagógicas lá na UFPE. Descobri que era capaz de fazer poemas, contos, paródias musicais e o que mais viesse... rs.
Pra fechar o ano, teve o show d'O Rappa e de Ponto de Equilíbrio. Pra fechar o meu ano... Pulei muito. Pra compensar o show d'O Rappa que fui com Cícero e Thiago em 2007 e dormi rs.
Bem, do que me lembrei, escrevi...
Um feliz ano novo pra todo mundo. Desejo um 2012 com muita paz, amor, saúde e todas estas coisas que a gente deseja no ano novo... Lembre-se que o ano é novo, mas as mudanças têm que começar em você para serem sentidas durante o ano...
E aos que acompanharam as minhas peripécias em 2011, muito obrigada... Em 2012 tem muito mais...

domingo, 17 de julho de 2011

03 anos do 05/01/2008 - Parte final.

 Minha formatura - 17/03/2008.
 Calourada de História 2008.1.

Na última vez que falei do acidente, parei no dia em que saí do Getúlio Vargas e cheguei em casa. No outro dia, foi o meu aniversário e eu lavei o cabelo... depois de 18 dias... Coçava tanto e eu pegava nele e ele caía... Pensei que ia ficar careca... rs. Pensei mesmo. Mesmo doente, ainda teve meio que uma festa pra mim... veio um monte de gente aqui por conta de meu aniversário. Mesmo podendo ficar sentada, mainha num queria que eu ficasse sentada por muito tempo e eu tive ainda que esperar até o fim do mês pro médico dizer que eu poderia ficar sentada o dia todo se quisesse, mas não conseguia... as costas começavam a doer e me dava uma vontade de dormir rs. Ah... esse médico era particular e custava a pequena bagatela de R$150,00. Na primeira vez que fui lá, ele disse que se eu tivesse sido atendida por ele no dia do acidente, ele iria colocar um negócio... haloveste, se não me engano era esse o nome... e nem sei se é assim que se escreve... q iria furar a minha cabeça e o meu ombro para não ter perigo do pescoço se mover... Bem, ainda bem que não fui atendida por ele... Furar a cabeça? Afff maria... No período em que fiquei em casa, li muito. Acho que li uns 10, 15 livros em menos de 03 meses, porque depois, mesmo com o trequinho no pescoço, comecei a sair... Me lembro que na sexta-feira santa desse ano eu e Renê fomos lá no Tacaruna numa chuva triste, só pra eu sair de casa... eu num aguentava mais... Antes disso, eu já andava aqui pela rua... Comecei indo até o beco, depois fui até a esquina e o meu recorde foi chegar na banca de revista... rs. Depois o médico disse que eu podia voltar à faculdade. Fiquei tão feliz com isso. Antes, teve a minha formatura na Licenciatura. Eu não estava do jeito que eu queria. Tinha um treco no meu pescoço rs. Num tava com o cabelo que queria, a sandália que queria, o vestido que queria, mas o que importava naquele momento, para mim, era estar lá. Depois de quase não estar, porque a professora de Prática de Ensino de História queria que eu fosse fazer provas sem poder, depois, quando viu que o caso era realmente sério, passou um trabalho e depois não queria colocar a minha nota no SIG@. Só veio colocar uma semana antes da minha colação. Mainha foi lá com todos os documentos do acidente, fotos e tudo o mais, porque se a infeliz não colocasse a nota, mainha ia falar com o Reitor ou com quem quer que fosse... Onde já se viu? Perder todo o meu esforço de pagar até 08 cadeiras num período por causa de uma pedrinha no meio do caminho... Ah... professora infeliz... Bem, depois de muito ficar em casa, muito pensar, ler, refletir, fiquei diferente... Não tem como se passar pela quase morte e voltar de maneira igual. Antes de ir no médico do haloveste, fui numa médica lá no Derby e ainda me lembro da cara de espanto que ela fez quando me viu em pé. Ela olhava pra mim com uma cara que parecia que tava vendo um fantasma e eu pensando com os meus botões: Essa mulher sabe mesmo o que tá fazendo? Rs. Ela explicou que era um verdadeiro milagre eu estar ali contando a história e ainda mais em pé e andando normalmente. Pra mim, num era tão normalmente assim, mas era muito melhor que não andar nunca mais. Saí do acidente diferente. Como disse, não tem como se passar uma coisa dessas e sair igual. Passei a dar mais valor às coisas que realmente importam: amigos, família, sonhos. Decidi que ia aproveitar a minha vida, fazer as coisas que sempre tive vontade de fazer mas num tinha coragem, dizer as coisas que num tinha coragem de dizer. Falar pras pessoas o quanto elas são importantes pra mim, antes que elas passem na minha vida e não voltem mais... A primeira coisa que fiz foi realizar o meu sonho de pirralha: andar de avião. Peguei uma promoção na Gol e fomos eu e o trombadinha andar pela terras soteropolitanas... Quem me conheceu antes do acidente, diz que não sou mais a mesma...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

03 anos do 05/01/2008 Parte III.

Depois que cheguei em casa do hospital, melhorei bastante. Abri mais a boca pra falar e tinha mais gente com quem conversar. E não tinha ninguém pra falar de morte... Embora algumas pessoas que fossem me visitar insistissem em falar em acidentes. Só tenho a agradecer a quem cuidou de mim no tempo em que eu passei em casa: mainha, em primeiro lugar, que viu os meus raros, mas não inexistentes momentos de desespero; Tatá, que tinha o cuidado de fazer comidas que não corressem o risco de me engasgar; meu irmão Keko, que dava banho em mim, me ajudava na hora das necessidades fisiológias rs, me dava comida e sempre me dava forças; meu pai, que arranjou a ambulância pra eu voltar pra casa e pra ir aos médicos nos primeiros dias e depois (quando eu já era uma mocinha e podia sentar por muito tempo rs) arranjava os carros pra me levar aos médicos. E a todas as outras pessoas que me ligaram ou foram me visitar, que não vou citar aqui pra não correr o risco de esquecer o nome de alguém. Recebi muita força para seguir em frente de todos eles. 
Depois que cheguei em casa, o pensamento era ficar boa para ir à minha formatura. A todo mundo que chegava lá eu  dizia que ia me formar... Estaria no dia da colação nem que fosse numa maca, mas lá eu estaria. Tinha um pequeno problema, pois ainda tinha cadeira que eu faltava notas. Duas, na verdade. Em uma, o professor repetiu a minha nota e me fez jurar que eu nunca diria a ninguém. Coisa que nunca disse. Por isso, não digo o nome dele aqui. Serei sempre grata. O problema não foi ele. Foi a professora de Prática de Ensino de História, Vera. Que queria que eu fosse para a faculdade fazer uma prova, quando eu nem me sentava por muito tempo. O meu relatório, Rogéria fez e entregou. Serei eternamente grata. Em outra cadeira, Fernanda e Patrícia colocaram o meu nome no trabalho.
Enquanto isso,  as prévias carnavalescas estavam com tudo porque em 2008 o carnaval foi bem no começo de fevereiro... E eu doida pra pular... 
No dia 21 de janeiro eu fui para o Hospital Getúlio Vargas. Tia Teca conhecia um médico lá e ele arranjou pra eu fazer os exames, pois os meus  exames tinham todos ficado no Hospital de Traumas da Paraíba. Fui fazer radiografias e uma tomografia. Logo quando eu cheguei, vi uma criatura tremendo numa cadeira de rodas e outra morrendo em cima de uma cama. Só me lembro dos médicos gritando: Adrenalina!!! Adrenalina!!! Passei a noite lá, pois o traumatologista só chegaria no outro dia pela manhã. Foi a pior noite de minha vida. Me colocaram numa maca com um colchão tronxo. As minhas costas passaram a noite doendo. E eu passei a noite pedindo à mainha pra ficar sentada porque não tava aguentando de dor nas costas. Depois, mainha me contou que a médica da noite tinha dito a ela que eu ia precisar de cirurgia, por isso ela não queria me levantar. Tive que tomar um tranquilizante pra dormir porque a dor não me deixava. E mesmo assim, só dormi por menos de duas horas. Queria que a hora passasse, que o dia raiasse e o médico chegasse. Eram quase nove quando o médico chegou e eu pedi à mainha para ir procurar por ele porque eu queria sair dali. Quando mainha voltou, ela disse que o médico não só estava me chamando como era pra eu ir andando. Eu olhei pra mainha e disse: Andando? Andando andando? Andando mesmo? Quase não acreditei. E quase que não saía do lugar. Quando me levantei, as minhas pernas tremiam. E fora que estavam bastante dormentes. Levei uns 10 minutos pra poder chegar na sala do médico. Quando cheguei lá, não só as minha pernas tremiam, mas eu também. Me deu uma tontura. Uma dor de barriga, uma vontade de vomitar que vocês não têm noção... O médico falou que eu podia andar... E eu estava muito feliz por ouvir aquilo. Se lembra que na primeira parte eu falei que o enfermeiro recolocou o colar errado no pescoço. Pois bem, o colar estava entrando nas minhas costas. Eu tava já me sentindo Jesus Cristo, com o devido respeito ao pessoal religioso... Fui tomar banho em pé (muito rápido, porque eu não conseguia ficar em pé) e depois fizeram um curativo em mim. Porque as feridas já estavam fedendo. Fui pra casa de cadeira de rodas. E aquilo pra mim era quase como estar correndo, porque eu estava muito feliz. Era 22 de janeiro, um dia antes do meu aniversário. E eu tenho certeza que nunca mais vou ganhar um presente tão bom quanto este, salvo se eu tiver um filho nesta data. A primeira pessoa que liguei pra dizer foi Inês, minha tia e depois, Kíkero. Cheguei em casa andando... Lentamente, mas não importava. O importante era que eu tava andando... Nadja e Verônica foram lá me visitar neste dia. Depois foram Ju e Jefferson. Pela primeira vez eu andei em casa depois do acidente. Levei uns 15 minutos pra chegar da minha cama à cadeira em que eu me sentei no banheiro pra tomar banho. E ainda me sentei numa cadeira no meio do caminho. Mas isso pra mim não importava... o que importava era que eu tava andando, mesmo que devagar... e aquele era mais um passo pra eu voltar à minha vida normal...

domingo, 9 de janeiro de 2011

03 anos do 05/01/2008 Parte II.

Quando me acordei no hospital, me dei conta de que estava só, longe de casa e sem ter como me comunicar com as pessoas porque o meu celular tava com Kíkero. Comecei a chorar, discretamente, porque não gosto de chorar na frente dos outros. Estava com uma fome triste, mas não tinha condições de comer porque não tinha como levantar o braço direito por conta da pancada e nem podia me levantar por conta da fratura no pescoço. Pedi um celular a uma mulher que tava acompanhando uma paciente e liguei pra Kíkero. Pedi pra ele mandar minha mãe ir pra lá. Ainda me lembro que ele perguntou: E precisa? Eu respondi: Se precisa, eu não sei, mas quero a minha mãe aqui. Quem me ajudou a comer foi Nazaré, que seria o meu anjo de guarda no hospital. Nunca vou me esquecer dela... De tarde, Kíkero foi me visitar e a primeira coisa que fez foi continuar a piada que tava contando na hora do acidente (que por sinal eu já nem me lembrava mais...) e depois começou a chorar quase que descontroladamente. A mulher que tava do lado da minha cama (que tinha fraturado a costela também num acidente de carro) quando ele saiu perguntou se ele era o meu marido. NÃO!!! Rs. Eu falei pra ele parar de chorar porque senão eu ia chorar também e não gosto de chorar em público. Depois de muito tempo ele se acalmou. Aí mainha chegou. E começou a chorar também. Eu disse a ela que não queria ninguém chorando junto de mim, porque eu que era a lascada num tava chorando.... Enquanto eu tava na emergência era divertido, tinha um monte de gente divertida. O pessoal ficava espantado como eu nem falava e nem reclamava de nada. Só às vezes que eu tinha que incomodar o povo desligando a luz porque como eu só podia ficar pra cima e eu tenho problemas com a iluminação, Nazaré apagava a luz. No domingo de noite, Luiza foi lá me visitar també. Teve até um dia que ela dormiu comigo. Recebi tantas visitas de gente que eu nem conhecia: uma amiga de tia Teca, que cedeu a casa pra mainha dormir lá, a tia de um ex-namorado de Sandrinha, até um médico da Marinha foi lá me ver porque ele tinha conversado com Kíkero e tudo mais. Teve um dia que a enfermeira quase me matou afogada na cama por conta de um banho. Aí eu pedi pelo amor de Deus que chamassem Nazaré. Ainda no domingo de noite eu mudei de cama. Saí do negócio que tava doendo a minha cabeça. E pra comer cuscuz deitada? Um verdadeiro malabarismo!!! Na quinta-feira chegaram Tatá e Tia São. Eu fiquei tão feliz de ver a minha avó lá. Principalmente porque ela nunca dorme na casa de ninguém e ela ia dormir na casa da amiga de tia Teca. A semana toda eu fiquei num tensão: fazer cirurgia, não fazer cirurgia, andar, não vai andar mais, ir pra casa, não ir pra casa... Na sexta de manhã eu fui pra enfermaria do primeiro andar, onde digamos que se tinha mais conforto. Só eram duas pessoas no quarto. Ou eram quatro. Eui realmente nem me lembro muito porque de qualquer forma, eu não via nada. Só o teto. E de qualquer forma, nenhum lugar seria confortável pra mim. Só a minha casa. Eu tava morrendo de saudade do meu irmão. Num gostei de ficar na enfermaria lá de cima. O povo só falava em morte e em acidentes. E eu ja tava lascada... num queria ouvir mais desgraças ainda... Todo dia Kíkero ligava pra mim e ummonte de gente. No fim das contas, por conta do roamming, paguei foi uma conta de R$480,00. Tatá veio embora, mas tia São ficou lá. Então as duas revezavam, mas mainha toda noite estava lá. Me lembro que teve uma noite que eu chamei mainha que só e ela não ouviu. Já tava ficando desesperada quando ela se acordou... No sabado à tarde, o médico me deu alta e me sentou na cama. Eu fiquei tão, tão, mas TÃO FELIZ. Parecia que eu tava ganhando na mega-sena. Depois de uma semana só deitada eu puder me sentar era quase isso... Mas nem passei muito tempo. Me deu uma tonteira, minha vista começou a escurecer, deu uma tremendeira, uma dor de barriga... Que vocês não têm noção... Depois da alta, começou a via-crúcis pra vir pra casa porque era muito caro pra vir de lá pra cá, as ambulâncias do hospital não traziam porque era outro estado e sentada eu não podia vir porque ea muito longe. Na segunda de tarde, finalmente eu consegui chegar em casa. Eu estava MUITO feliz por estar em casa. Quando eu vi o meu irmão, então... eu me iluminei. Só de poder ver pessoas amigas, escutar músicas, ouvir a novela, estar na minha casa... MUITO BOM!!!!
Como ando muito ocupada, por isso que o "amanhã" do outro post foi quase uma semana depois, não vou prometer que amanhã escrevo, mas esta semana conto como foi a minha recuperação em casa...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

03 anos do 05/01/2008.

Há exatos três anos eu estava voltando de uma viagem que fiz a Natal com Kíkero e Thiago. Estávamos conversando e o mp alguma coisa de Kíkero tocava uma música de Chico Buarque (Eu sabia que tinha um motivo pra eu não gostar dele rs) quando o gol cinza da foto acima apareceu na frente do carro que a gente tava (o gol vermelho) e Kíkero tava contando uma piada. Na hora eu pensei: "Vai bater", o que acabou acontecendo. Na gora em que os carros bateram pareciam que o barulho do mundo todo tinha vindo pra junto de mim. E depois, mesmo que rápido, parecia que eu estava "escutando" o silêncio do mundo todo. Depois disso, veio a dor. Eu comecei a fazer uns barulhos meio iguais àqueles que o Kiko faz quando tá chorando rs. Me veio o medo de que o carro explodisse e a vontade de sair IMEDIATAMENTE do carro. Kíkero ainda tentou me levantar, mas eu não consegui sair passar da porta do carro de tanta dor que sentia no peito. E como dizer à mainha que não ia mais chegar em casa naquele dia? E o pior de tudo é que eu só pensava na minha formatura. Só faltavam praticamente dois meses pra minha colação de grau e eu não queria morrer. Fiz até um "trato" com Deus. Ele podia me levar no dia 18 de março, mas eu tinha que ficar viva até o dia 17 de março pra poder ir pra minha formatura.
As horas que passamos esperando o SAMU me pareceram dias. Mas naquele momento eu já fui repensando a minha vida. E tinha até "paparazzi" na estrada. Eu fiquei deitada no banco traseiro do carro e só via os flashes das câmeras do povo. Eita espírito de porco do pessoal rs! E eu com medo de que não batesse nenhum ônibus, carro ou caminhão no carro que eu tava porque só ficou uma mão livre para os carros prosseguirem viagem. Fui sozinha na mbulância. Thiago foi em outra e Kíkero eu nem sabia por onde ele tava. Só sei que a minha bolsa ficou com ele. Fui conversando com os dois rapazes. Chegando no Hospital de Traumas de João Pessoa, me pediram meio mundo de telefones, endereço e coisas do gênero. Depois a enfermeira foi dar ponto no meu pé porque o meu dedinho do pé esquerdo havia sido quebrado. Me mandaram para a sala da radiografia e da ultrassonografia. Como o negócio era sério demais, me mandaram fazer uma tomografia.
Quando tava indo fazer a tomografia, me lembrei da professora que tinha lá na escola e que morreu de uma batida de carro porque afetou uma área da meninge. Ajudou ainda mais quando o cara que fez a tomografia disse: "Espero que você não morra porque você é muito jovem para morrer". Esperei ele sair, porque não gosto de chorar na frente de ninguém, e desandei a chorar. Ainda encontrei Thiago na outra maca. E a minha cabeça já tava começando a doer porque na parte de cima das macas tem uma coisa circular que incomoda pacas... Teve um enfermeiro que tirou o colar que colocaram no meu pescoço. Por causa dele, hoje tenho duas cicatrizes nas costas. Teve uma mulher, não sei se era médica ou enfermeira, que quando viu que o homem tinha tirado o colar quase dava na cara dele. Aí foi quando ele me disse que eu havia fraturado o pescoço porque até agora eu tava voando.... Eu em minha santa inocência disse: "Só isso?". Ela disse: "Só isso? Isso é uma coisa séria". Aí me levaram pra enfermaria da emergência. Thiago ainda foi lá falar comigo. Depois disso, fiquei olhando o soro acabar e esperando a enfermeira trocar o soro e depois apaguei...
Amanhã eu continuo...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Adeus 2010...

2010 foi um ano que vai me deixar saudades. Aconteceram muitas coisas boas e muitas coisas ruins, mas acho que as boas superaram as ruins. De longe...
Em 2010 eu tomei o meu primeiro porre... de vomitar e de não se lembrar de nada do que se passou... Sinceramente, não vi graça em ficar bêbada... Não me lembrava de nada e ainda fiquei com uma dor enooorme de cabeça e uma tremedeira da gota serena.
Não consegui terminar o que comecei na faculdade...
Li muito sobre vampiros... Praticamente só li livros que falavam sobre vampiros. Mas li dois que me fizeram refletir muito sobre a vida: Quem me roubou de mim?, do Padre Fábio de Melo e O Aleph, de Paulo Coelho. Os dois foram presentes e me chegaram no momento certo. E ainda conheci a literatura de Clarice Lispector em de amor e amizade. Nunca li alguém que falasse tão bem dos sentimentos como ela...
2010 foi o ano que mais filmes assisti no cinema... foram 49...
O ano que mais viajei pra outros lugares: Rio de Janeiro, Teresópolis, Tiradentes, São João del rei, Brasília, Goiânia, Pirenópolis, Caruaru, Gravatá, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Foz do Iguaçu, Ciudad del Este... Ver as cataratas do Iguaçu foi uma emoção sem explicação... Foi me sentir mais perto de Deus...
Ano que mais fui para shows internacionais... Simply Red, o cover do Abba, The Black Eyed Peas e The Cranberries... O show de Black Eyed Peas foi o evento do ano em Recife. Coisa que ficou na história. Até hoje me arrepio quando escuto I Gotta Feeling, música que encerrou o show. Se me permitem dizer... o show foi do caralho.... como já diria Canibal da banda Devotos.
Shakira voltou ao estilo de sua carreira e trouxe canções maravilhosas como Sale el sol, Antes de las seis e Lo que más... Amei o novo álbum dela.. E torço pra que ela venha ao Rock in Rio deste ano para eu puder vê-la...
Pela primeira vez, fui pro carnaval de Olinda... E adoooorei... Aliás... Ameeei... Quero ir de novo nesse ano.
Chorei por amor... E por outras tristezas também... fiz novos amigos... Consegui juntar os meus amigos do colégio no meu aniversário, o que foi muito bom...
Se eu fosse falar de tudo o que aconteceu comigo, passaria a noite toda aqui... E ainda teríamos assunto... Acho que estas coisas que falei foram as mais memoráveis...
Desejo a todo mundo um feliz 2011, com muita paz, saúde, amor, sorte, saúde, sucesso, um pouquinho de dinheiro (que não faz mal a ninguém), prosperidade, esperança...
Pra encerrar o ano de uma forma muito boa, ontem eu ganhei o ingresso do Recife Summer Soul Festival... Vou ver a Amy Winehouse.... uhuuuuu.... E de graça.... uhuuuuu...
E 2011 pra mim já começou muito bom... Recebi uma mensagem do meu primo Leandro... Que tá lá no Rio Grande do Sul... Há muito tempo que ele não me mandava uma mensagem... Muito tempo MESMO... Fiquei muito feliz...
Ah... Acabo de saber que dia 13 de março tem Shakira em Porto Alegre. Quem sabe eu não vou e vejo Shakira e Leandro de uma vez só? Nada mal, hein?