Mostrando postagens com marcador Jojo Moyes.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jojo Moyes.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de julho de 2016

Depois de você, de Jojo Moyes.


Fiquei com certa curiosidade em relação a "Depois de você". Tenho certas desconfianças com continuações de livros que não foram pensados para serem continuados. Mas enfim... Vamos ao livro... Ele não é ruim, embora não seja tão bom quanto o primeiro. A mim, particularmente, não sei se também por já ter sofrido um acidente e quase ficado sem andar, mas o primeiro me trouxe muitas reflexões sobre a vida, sobre o que poderia ter me acontecido se eu ficasse sem andar. Pela primeira vez, eu entendi a vontade de uma pessoa de tirar a própria vida. Lógico que Lou não ficaria imune a isso, pois foram seis intensos meses que ele passou ao lado de Will. "Depois de você" mostra a luta de Lou para voltar a ser ela mesma depois do que aconteceu. Confesso que senti falta de Will em muitas partes do livro, mas aos poucos fui aprendendo a gostar de Sam, o homem pelo qual Lou se apaixona neste livro. Pode ser apenas impressão minha, mas aqui temos uma Lou mais madura que no primeiro livro. Pelo agir, pelo falar e até pelo vestir (diriam alguns), já que ela abandona o seu antigo guarda-roupa colorido e se torna uma pessoa mais basiquinha. Lily, personagem do passado de Will, é que é meio que responsável por trazer a velha Lou colorida de volta, embora também lhe seja motivo para muitas preocupações. Lou passa por maus bocados e é bom vê-la sair quase do fundo do poço para um novo amor e uma nova vida, achando um meio termo entre aquilo que Will queria que ela fizesse e o que ela realmente quer fazer. Acho que um dos pontos altos deste livro não é nem a história de Lou em si, mas a de Josie, sua mãe. As transformações pelas quais a personagem passa no decorrer do livro e como elas afetam a sua vivência na família me trouxeram boas reflexões. Quem gostou do primeiro, vale a pena ler para reencontrar personagens antigas e conhecer novas. Será que vamos ter filme? Espero que sim!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Como eu era antes de você.


Desde que ouvi falar que haveria uma adaptação de "Como eu era antes de você" que fiquei curiosa para vê-la. E preocupada. Afinal de contas, quase nunca uma obra adaptada é tão boa quanto o livro. Em muitos casos nem boa fica e "Como eu era antes de você" tem uma história bonita demais para que a destruíssem. Bem, adorei a adaptação. De verdade. O roteiro mudou pouca coisa em relação ao livro e o que mudou funcionou bem. Muita coisa ficou de fora, mas de modo geral, o que interessa está lá. A química entre os atores principais é uma das melhores coisas do filme. Se ela não acontecesse, o filme não seria bom. Pra uma história como essas, a química entre os atores é essencial. Creio que este é um dos principais motivos pelos quais a adaptação de "Cinquenta tons de cinza" para o cinema foi péssima. Mas, voltando a "Como eu era antes de você", não só a química dos atores é  boa, mas também as suas interpretações. Sam Claflin está muito bom fazendo o Will Traynor assim como a Emilia Clarke fazendo Louisa Clark. Dou destaque para Sam por conta de seu trabalho corporal. Não é fácil ficar o tempo todo parado. Outro motivo para ver o filme é a trilha sonora, que casa muito bem com as situações apresentadas. Os cenários também são bons. Mas o motivo principal para ver o filme é mesmo a história. Mais que uma história de amor, "Como eu era antes de você nos leva a refletir sobre a vida e pensar nas pessoas que passaram por nós e nos deixaram marcas. Nos leva a refletir sobre os momentos em que precisamos sair do nosso lugar-comum, deixando de fazer o mais do mesmo e nos deparando com o novo para amadurecermos e crescermos... Vale a pena assistir!!!

sábado, 17 de maio de 2014

Como eu era antes de você, de Jojo Moyes.

Gosto de livros  que me surpreendam e este livro me surpreendeu bastante. Pelo título e pela sinopse que li, imaginei uma coisa completamente diferente. A história é narrada a partir do ponto de vista de Louisa, em sua maioria, mas alguns capítulos são feitos a partir do ponto de vista de outras personagens. Eu não conseguia parar de ler esse livro, pra descobrir o que aconteceria em seguida. Vamos à história...
Will Traynor é rico, bonito, já conheceu o mundo todo e tudo vai muito bem em sua vida até o dia em que é atropelado e fica tetraplégico. E aqui eu já me identifiquei com o Will, por quase ter ficado tetraplégica também. Ele não aceita a sua nova condição, se afasta de tudo e todos que o lembram de sua antiga vida e, tempos depois, tenta se matar, mas sem sucesso. Então, faz um trato com os pais de permanecer vivo por mais seis meses e depois vai para a Dignitas, uma clínica que existe de verdade na Suíça e que ajuda pacientes terminais que não querem mais viver. Em muitas passagens do livro, há os seus relatos sobre estar preso à cadeira e como ele se sente sendo impotente diante das coisas, sem ter o direito de comandar a sua própria vida e embora seja uma coisa que eu não faria (pois quando sofri o acidente, mesmo não sabendo se andaria novamente, eu só pensava em como era maravilhoso estar viva), eu entendo perfeitamente o lado dele e isso me fez refletir muito sobre a vida de maneira geral. Até onde a pessoa pode decidir sobre o término de sua vida e até onde outras pessoas podem impedi-la?
Louisa Clark tem 26 anos e simplesmente nenhuma ambição na vida. Mora com os pais, a irmã, o sobrinho e o avô. Trabalha num café como garçonete e namora com Patrick há 07 anos, embora os dois já não tenham tantas coisas, ou nada mesmo, em comum.  Os dois sabem disso, sabem que o relacionamento não dará certo, mas decidem continuar vivendo a sua solidão compartilhada, o que para mim, é o pior tipo de solidão. Tudo muda na vida de Louisa quando o café em que ela trabalhava fecha e ela é obrigada a procurar outro emprego, mas o que fazer quando não se tem experiência com nada além de servir café e quando só se terminou o ensino médio? Depois de algumas experiências não muito gratificantes, ela é aceita como cuidadora de Will Traynor e é aqui que a história dos dois se encontra.
Lou é contratada para ajudar a fazer Will mudar de ideia sobre a sua vida, mas ela não sabe, e quando descobre, não quer mais o emprego, mas a mãe de Will a faz mudar de ideia. No começo, Lou odeia o emprego, pois Will não facilita em nada a sua vida, mas com o tempo os dois passam a se respeitar, a construírem uma amizade e daí nasce o amor entre os dois e Lou passa a ter e executar 1001 ideias mirabolantes para fazer com que Will mude de ideia.
Se ela consegue ou não faze-lo mudar de ideia, eu não vou contar, e no fim das contas, pensando bem, nem é o mais importante, mas acho que o mais importante do livro é a primeiro a reflexão do poder que se tem sobre a sua vida e a dos outros, depois as dificuldades pelas quais passa um cadeirante - sejam elas físicas ou psicológicas e por último, como algumas situações e pessoas podem acontecer em nossa (sim, pessoas também acontecem em nossas vidas rs) e nos tirar de nossa zona de conforto, dar um "acorda, menino" e fazer com que enxerguemos as nossas capacidades e que a vida é muito maior do que o que estamos acostumados e que merecemos uma parte muito maior na parte que nos cabe neste latifúndio. 
Pra quem acompanha este blog, não preciso nem dizer que chorei de ficar com dor de cabeça lendo este livro rs.
Muito bom!!!